Cena Urbana - Vicente Serejo
Astrologia de 2022
Publicado: 00:00:00 - 27/11/2021 Atualizado: 00:24:52 - 27/11/2021
Vicente Serejo
serejo@terra.com.br

Divulgação


Há uma pergunta que mesmo antes das pesquisas recentes já se arrastava como cobra pelo chão, para repetir o verso da canção popular: qual seria, afinal, a composição mais eficiente para a governadora Fátima Bezerra? Chapa puro-sangue, ela para o governo e o senador Jean-Paul Prates para senador, como se bastasse repetir a fórmula de esquerda de 2018? Ou uma solução capaz de atender às novas circunstâncias e movidas por evidências que ninguém pode renegar? 

A candidatura da governadora já venceu a prova dos nove. Pode não conquistar o segundo mandato, mas é um produto pronto para a luta. Do seu lado, está o senador Prates que, se invoca o direito legítimo de só desejar continuar senador, não oferece as qualidades de força ideais para carimbar o espaço como se fosse inamovível. Em faixa própria, o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves e seu inegável capital eleitoral em nome do PDT, forte sigla de oposição a Jair Bolsonaro. 

Submetidos aos contrapesos, há prós e contras. No passado, Fátima e Carlos foram aliados e em 2018 confrontaram-se para o governo, luta da qual Fátima saiu vitoriosa e a Carlos, entre a sofreguidão e o oportunismo, restou assumir a bandeira bolsonarista no segundo turno. Apurados os votos, Fátima aumentou a maioria sobre Carlos. Ela, garantida por uma votação consagradora no interior; ele, mantendo seu acervo em Natal, como apontam as pesquisas realizadas até hoje. 

As projeções apontam para previsões pouco alvissareiras de candidaturas solitárias, tanto de Carlos, como de Fátima. Isolados e sem alianças, os dois enfraquecem. Carlos não tem sequer como disputar o Governo ou o Senado sem uma boa companhia de chapa. E Fátima, por sua vez, pode pagar um preço elevado se deixar do outro lado uma parte nada desprezível do eleitorado natalense, simpático ao ex-prefeito que durante cerca de dez anos foi o gestor da vida natalense.  

Resta saber, a essa altura, se o tempo terminará por aparar as arestas pessoais para livrar dos pruridos as relações deles dois. Neste caso, se Fátima e Carlos construirão, de fato, uma ponte para 2022. O jogo político tem bônus e ônus: pode colocar um mandato de oito anos nas mãos de Carlos e fazê-lo candidato natural à sucessão de Fátima; como pode ameaçar a reeleição de Fátima, o que seria correr o grave risco de sepultar a única liderança hoje no campo progressista.  

A análise, ainda assim, não exclui uma verdade de peso em favor de Fátima, bem acima do tal plano local: a força de Lula, candidato a presidente. Um fenômeno que deve demonstrar grande capacidade de aglutinação, principalmente no Nordeste. O PT será o polo de oposição a Jair Bolsonaro ou a quem substituí-lo. Um ícone que volta, agora enriquecido e purificado pelo martírio da prisão e a saudade de quem deseja vê-lo de volta, dois fortes temperos do populismo.   

ALVO - Na visão de um jurista consultado por esta coluna, foi certeira a decisão do conselheiro Carlos Thompson ao suspender o aumento dos vereadores. Se for contestado, o vexame será pior.

FÁCIL - Cumprida a fase de debates com a sociedade e aprovado nas comissões, o Plano Diretor será aprovado facilmente pela Câmara. Mas, uma vez sancionado como lei, o MP pode contestar. 

BISPO - O padre José Valquimar Nogueira - foi secretário particular do cardeal Eugênio Sales - pode ser nomeado bispo. As mitras da província eclesiástica sabem: seu nome está no Vaticano. 

ALIÁS - As boas fontes clericais apontam dois postos possíveis: bispo auxiliar da Paraíba ou o bispo de Crateús, no Ceará. Um dia Valquimar pode ser o arcebispo de Natal. Ninguém duvide.  

LIVRO - “Escravidão no Rio Grande do Norte - produtos didáticos para o ensino da História”, acaba de ser lançado pelas professoras Juliana Teixeira Souza e Margarida Maria Dias Oliveira. 

ACESSO - A edição é virtual, da editora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com acesso livre para professores, estudantes e leitores. Para imprimir, basta apenas acessar a Edufrn. 

BAOBÁ - No lançamento da edição de ‘O Pequeno Príncipe’ para crianças, dia 15 próximo, no Baobá da Rua São José, Haroldo Mota vai distribuir trinta mudas de Baobá. Para festejar a vida. 

MAIS - Como incentivo à leitura, Diógenes da Cunha Lima, parceiro na edição, distribuirá trinta exemplares com alunos de uma Escola de Parnamirim. Tudo de tardinha, já sem o calor do verão.   

SONHO - É bom que a governadora Fátima Bezerra venda otimismo com o futuro da economia do RN. Está no seu papel. Mas, quem olhar de perto o ranking da revista ‘Exame’, perde muito dessa expectativa. O RN é um ausente de todos os nichos de negócio pesquisados pela revista.    

ÁREAS - O ranking da ‘Exame’ cobre as áreas da educação, agropecuária, mercado imobiliário, comércio, indústria e serviços. Em frutas, por exemplo, a estrela é Petrolina (em Pernambuco), Barreiras e Juazeiro, na (Bahia). E o critério é a eficiência na imunização contra o Coronavírus.  

LIÇÃO - “É hora de abandonar o hábito ancestral de competir em vez de colaborar, de acumular em vez de compartilhar”. A frase é do neurocientista Sidarta Ribeiro, professor da nossa UFRN, ao abrir seu novo artigo para a revista Time. Sidarta é hoje a grande marca internacional do RN. 

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