Ataque deixa morto e feridos em véspera das eleições na França

Publicação: 2017-04-21 00:00:00 | Comentários: 0
A+ A-
Paris (AE) - Um homem armado matou um policial, feriu outros dois, além de um pedestre, ontem, em Paris, na França. Depois disso, foi morto a tiros. O episódio ocorreu no distrito de compras da avenida Champs-Elysées, que é famosa entre os turistas. O grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque. Em um comunicado emitido pela sua agência de notícias, a Amaq, o grupo identificou o autor dos disparos como Abu Yusuf al-Beljilki.

O ataque ocorreu três dias antes da primeira rodada das eleições presidenciais da França. A segurança foi reforçada antes da disputa nas urnas, após a polícia prender dois homens na terça-feira que segundo as autoridades tramariam um ataque terrorista.

Pouco antes do Estado Islâmico assumir a responsabilidade pelo ataque de ontem, o presidente da França, François Hollande, disse que estava convencido de que as circunstâncias do tiroteio em Paris apontavam para um ato terrorista. O mesmo foi comentado antes pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.  Hollande convocou uma reunião de emergência após o tiroteio. Além disso, o presidente afirmou que convocou um Conselho de Defesa para este sábado (21) de manhã. A investigação foi passada à seção antiterrorista da procuradoria de Paris, declarou o presidente, que afirmou que esta deverá determinar a natureza do incidente e se o autor contou com cúmplices.

Sob condição de anonimato, dois policiais afirmaram que o suspeito matou um policial e feriu outros dois. Ele, no entanto, foi morto a tiros após abrir fogo contra uma viatura policial.

O porta-voz do Ministério do Interior francês, Pierre-Henry Brandet, disse que nenhum turista ou pedestre foi ferido durante o ataque. Brandet se recusou a dar qualquer detalhe específico sobre o possível histórico criminal do suspeito. Segundo ele, Belkilki estava armado com uma arma de fogo automática, semelhante a uma "arma de guerra".

Uma porta-voz policial, Johanna Primevert, disse que o homem atacou os policiais que faziam guarda perto da estação de metrô Franklin Roosevelt, na noite de ontem, no centro da avenida popular entre os turistas.

Outros casos de violência registrados em cidades europeias neste ano foram apontados como atos terroristas. Os mais recentes ocorreram em Dortmund, na Alemanha - onde explosões foram registradas próximas ao ônibus do time de futebol Borussia Dortmund – em Estocolmo, na Suécia, onde quatro pessoas morreram e ao menos 15 ficaram feridas ao serem atropeladas por um caminhão. Uma explosão no metrô de São Petesburgo, na Rússia, também deixou mortos e feridos. Em Londres, um homem matou quatro pessoas e feriu mais de 50. Ele foi morto após o episódio.

Nesta semana, a polícia francesa disse ter evitado um "ataque terrorista" iminente, ao prender terça-feira (18) dois supostos radicais na cidade de Marselha, informou o Ministro de Interior da França, Matthias Fekl. Segundo Fekl, os suspeitos pretendiam lançar um ataque em território francês "no curto prazo, o que significa nos próximos dias".

A questão da segurança, que foi reforçada para a votação do fim de semana, tornou-se um dos principais assuntos da campanha eleitoral após ataques ocorridos na França nos últimos anos. Os homens detidos são ambos franceses.Fekl não citou possíveis alvos de um ataque ou a motivação. Com a ameaça de terror "nos maiores níveis de todos os tempos", Fekl disse que "tudo está sendo feito" para garantir a segurança da eleição.


continuar lendo



Deixe seu comentário!

Comentários