Aterros no Oeste e Seridó terão investimentos de R$ 24,2 milhões

Publicação: 2013-06-06 00:00:00
A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) termina no mês de agosto o projeto de construção de dois aterros sanitários no interior do Estado. Segundo Jeni Melo, assistente técnica da pasta, os recursos giram em torno de R$ 22 milhões e foram conseguidos através de um convênio firmado com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). A contrapartida do Governo do Rio Grande do Norte é de R$ 2,2 milhões.

Jeni Melo confirmou que os dois aterros serão construídos no Alto Oeste e na região Seridó. Este último vai ficar na cidade de Caicó, à margem da RN 288, no sentido que leva ao município de São José do Seridó. No Alto Oeste,  o aterro sanitário será construído em Pau dos Ferros, próximo à BR 226. Terminado o projeto, ainda de acordo com Jeni Melo, será dado o início o processo de licitação, que deve durar por mais três meses. Em seguida começam os trabalhos. Os licenciamentos ambientais também estão sendo solicitados. Jeni Melo disse que a previsão é de que eles saiam no mesmo mês em que será finalizado o projeto. A Semarh também informou que serão 44 municípios beneficiados com o aterro do Alto Oeste e outros 25 com o que vai ser construído no Seridó, totalizando 69.

Com relação ao Plano de Gestão de Resíduos Sólidos, Jeni Melo informou que o anúncio da empresa que será responsável pelos planos das regiões Seridó, do Alto Oeste e Agreste deve acontecer no mês que vem. “Estamos no processo de licitação, analisando as propostas”, detalhou. Concluída esta fase, segundo ela, será dado início ao processo de licitação para os planos das demais regiões do Rio Grande do Norte, além do Plano Estadual de Resíduos Sólidos. “Os planos são regionalizados, mas há também um que engloba todo o Estado”, explicou.

Atualmente, em mais de 92% dos municípios potiguares, os resíduos sólidos urbanos são lançados em lixões a céu aberto. Apenas 4,2% dos municípios cumprem a lei e dão uma destinação adequada aos resíduos sólidos, entre eles, Natal e Mossoró, que possuem aterros sanitários. No caso de Natal, o aterro foi construído em Ceará-Mirim, sendo administrado pela empresa Braseco.