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Internacional
Atirador avisou no Facebook que atacaria escola primária do Texas
Publicado: 00:01:00 - 26/05/2022 Atualizado: 22:59:09 - 25/05/2022
Ogovernador do Texas, Greg Abbott, revelou ontem que 30 minutos antes de matar 19 crianças e 2 professoras de uma escola primária da cidade de Uvalde, o atirador Salvador Rolando publicou uma mensagem no Facebook dizendo que atacaria o colégio.

Ao todo, ele postou três mensagens. A primeira dizendo que mataria a avó, Celia Martinez, de 66 anos. A segunda, que ele havia atirado em Martinez, que foi ferida com um tiro no rosto. E a terceira, que ele abriria fogo na Robb Elementary School. A Meta, empresa controladora do Facebook, afirmou que a publicação ocorreu no sistema de mensagens, e não no feed de notícias. Por isso, elas só foram descobertas após a tragédia.

Conhecidos revelaram ontem que Rolando era alvo de bullying e apresentava um comportamento agressivo. No massacre, ele usou um fuzil AR-15 comprado poucos dias depois de seu aniversário de 18 anos. Autoridades não descobriram ainda os motivos, mas começaram a divulgar detalhes do ataque, o pior contra uma escola infantil desde o massacre de Sandy Hook, em 2012.

Tiros
Após atirar na avó, Rolando saiu de carro em alta velocidade rumo à escola. Lá, ele trocou tiros com policiais e invadiu o prédio. Mesmo perseguido, ele entrou em uma sala de aula do quinto ano e começou a disparar.

O jovem foi morto por um agente de fronteira que estava nas redondezas e havia chegado ao local para ajudar. Muitas crianças escaparam pelas janelas. Ao todo, 17 alunos ficaram feridos, mas não correm risco de morrer. Os três policiais que foram atingidos por disparos, além da avó de Rolando, também devem sobreviver.

Antes de abrir fogo contra a escola, Rolando deu sinais a companheiros de trabalho de que tinha um comportamento problemático. Jocelyn Rodriguez, de 19 anos, colega do atirador no restaurante Wendy, disse que ele tinha um temperamento ruim e irritava as pessoas. "Ele brigava com colegas de trabalho", disse.

Rolando costumava falar sobre o quanto desprezava sua mãe e sua avó. No início do mês, segundo Rodriguez, ele afirmou aos colegas de trabalho que não precisava mais de dinheiro. Ele disse que "agiria" em grande estilo e todos ouviriam falar dele. "Ele queria causar problemas", disse.

No ensino fundamental e médio, Rolando era intimidado por gaguejar e falar muito, segundo amigos e parentes. Stephen Garcia, que se considerava o melhor amigo do atirador na oitava série, disse que ele não teve vida fácil. "Ele sofria muito bullying", disse. "Nas redes sociais, nos jogos, em tudo."

Mia, prima de Rolando, contou que viu os alunos zombando de seu problema de fala no ensino médio. "Ele não era muito social, após sofrer bullying por causa da gagueira", disse a jovem, que pediu para omitir seu sobrenome para que sua família não seja associada ao massacre. "Ele não se sentia mais confortável na escola."

Há cerca de um ano, Rolando publicou nas redes sociais fotos de fuzis automáticos. Quatro dias atrás, ele postou imagens de dois fuzis. Pessoas envolvidas na investigação confirmaram que ele comprou a arma usada no ataque no seu aniversário de 18 anos, este mês.

Um relatório divulgado pelo FBI na segunda-feira, um dia antes do massacre em Uvalde, trazia dados alarmantes sobre ataques a tiros nos EUA. O documento, mostra um aumento acentuado de massacres com armas de fogo no país nos últimos anos.

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