Atirador de Las Vegas modificou 12 armas para convertê-las em automáticas

Publicação: 2017-10-04 07:35:00 | Comentários: 0
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O autor do tiroteio do último domingo (1º) em Las Vegas, em que morreram 59 pessoas e mais de 500 ficaram feridas, modificou 12 armas para convertê-las em automáticas. As armas foram disparadas durante 9 a 11 minutos, informaram as autoridades nessa terça-feira (3).

Na última entrevista coletiva do dia sobre o tiroteio, o vice-prefeito do condado de Las Vegas, Kevin McMahill, reconheceu que as autoridades têm ainda "mais perguntas" que respostas sobre os motivos que levaram Stephen Paddock, de 64 anos, a praticar o massacre.

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Segundo McMahill, Paddock ficou disparando "entre 9 e 11 minutos" no domingo, de um quarto do hotel Mandalay Bay, contra milhares de pessoas que assistiam a um festival de música country e, em seguida, suicidou-se.

O atirador modificou até 12 rifles semiautomáticos, com dispositivos nas culatras, para abrir fogo de maneira completamente automática e disparar contra a multidão em um ritmo mais rápido, disse Jill Snyder, da Agência de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos dos Estados Unidos (ATF, a sigla em inglês).

De acordo com Snyder, foram recuperadas 47 armas de fogo em três localizações diferentes, o hotel Mandalay Bay e duas residências de Paddock, que foram adquiridas em quatro estados pelo atirador.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que desconhece se o autor do tiroteio tinha algum tipo de vínculo com o grupo jihadista Estado Islâmico. "Eu não tenho ideia", disse Trump aos jornalistas, a bordo do Air Force One, quando retornava de Porto Rico.

Embora o Estado Islâmico tenha assumido a autoria do tiroteio, o FBI descartou, por enquanto, qualquer vínculo de Paddock com grupos terroristas estrangeiros.

Trump, que irá a Las Vegas para se reunir com as autoridades locais e parentes das vítimas, insistiu em retratar Paddock como alguém "doente e insano".

O presidente evitou, após o massacre, falar sobre o controle das armas de fogo nos EUA, embora tenha admitido que "talvez" esse debate se abra "em algum momento".

Agência Brasil

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