Natal
Atirador não explica motivações para atentado contra membros do MP
Publicado: 15:23:00 - 25/03/2017 Atualizado: 23:33:50 - 26/03/2017
Após se apresentar à Polícia Civil neste sábado (25), Guilherme Wanderley Lopes da Silva, servidor do Ministério Público que atirou contra membros da instituição no final da manhã de ontem (24), não explicou as motivações para o atentado. Ele foi encaminhado para as dependências do Centro de Detenção Provisória (CDP) da Ribeira, onde permanecerá custodiado em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido ontem pela Justiça.
Reprodução
Guilherme Wanderley atirou em Jovino Pereira e Wendell Beethoven

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As informações foram repassadas pelo delegado Renê Lopes, titular da 5ª DP, durante coletiva de imprensa realizada na Central de Flagrantes, no bairro Cidade da Esperança.

Conforme Renê Lopes, Guilherme Wanderley chegou à 5ª DP acompanhado de dois advogados por volta das 10h deste sábado. A arma utilizada no atentado também foi entregue pelo atirador à Polícia. Durante a oitiva, o servidor do MP permaneceu calado na maioria dos questionamentos dirigidos a ele.

Ainda de acordo com o titular da 5ª DP, das poucas informações fornecidas, Guilherme Wanderley afirmou que não possui distúrbios, nem internações em clínicas psiquiátricas, e que agiu sozinho. Disse, também, que o caso não tem relação com o inquérito em que o pai dele responde pela morte de um assaltante, ocorrido em 2008.


O mandado de prisão foi expedida, na sexta, pelo juiz Ricardo Procópio Bandeira de Melo, juiz de Direito da 3ª Vara Criminal de Natal, em atendimento à solicitação do próprio Ministério Público. No documento, a Cadeia Pública de Natal ou outra unidade congênere foram indicadas para a custódia do suspeito.

No entanto, uma outra decisão expedida, neste sábado, pelo juiz plantonista Múcio Nobre, do 7º Juizado Especial Cível de Natal, determina que Guilherme Wanderley seja encaminhado a um CDP "que possua sala adequada ao recebimento de presos com nível superior". Ao se entregar, o atirador permaneceu custodiado no Quartel da Polícia Militar, no bairro do Tirol, até o início da tarde.

O servidor permanecerá preso no CDP-Ribeira até que a Justiça emita nova decisão sobre o destino do suspeito.

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