Ativista LGBTI+ é assassinada a tiros nas ruas de Honduras

Publicação: 2019-07-12 00:00:00 | Comentários: 0
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O governo da Alemanha condenou nesta quinta-feira (11/07) o assassinato da transexual hondurenha e ativista dos direitos LGBTI+ Bessy Ferrera. Ela foi morta a tiros no último domingo no país centro-americano, num crime ainda sem solução.

Ferrera era membro da associação Arcoiris, que apoia vítimas de violência contra LGBTI+ em Honduras, cria campanhas de conscientização dos direitos de transexuais e transgêneros e promove programas de prevenção do HIV.

O trabalho do grupo hondurenho, que exerce pressão constante para que o governo local faça avançar leis que protejam a comunidade no país, é acompanhado por organizações alemãs parceiras, com o apoio do Ministério do Exterior da Alemanha.

"Fiquei chocada em saber que a ativista dos direitos LGBTI+ Bessy Ferrera foi assassinada em Comayagüela", afirmou  a comissária para Políticas de Direitos Humanos e Ajuda Humanitária do Ministério do Exterior alemão, Bärbel Kofler.

"Peço às autoridades de segurança hondurenhas que esclareçam os fatos o mais rápido possível e punam os culpados", acrescentou a alemã. "O crime é ainda mais grave porque Ferrera já foi alvo de tentativas de assassinato no passado."

Kofler fez ainda "um forte apelo ao governo para uma melhora geral da proteção aos ativistas dos direitos humanos, em particular às pessoas LGTBI+ e outras em condição vulnerável em Honduras".

A comissária ressaltou que "cada vez mais em Honduras ocorrem atos de violência contra jornalistas e ativistas dos direitos humanos", lembrando também que 11 membros da comunidade LGTBI+ foram mortos no país centro-americano em 2019.

Segundo a ONG Frontline Defenders, Ferrera trabalhava nas ruas de Comayagüela, próximo à capital hondurenha, Tegucigalpa, em 7 de julho, quando dois estranhos se aproximaram em um veículo e atiraram diversas vezes contra ela. A ativista morreu na hora.




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