Ato de apoio a Guararapes reúne 5 mil pessoas em frente ao MPT

Publicação: 2017-09-21 16:22:00 | Comentários: 0
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Funcionários da Guararapes, empresários e donos de facções têxteis participaram de protesto contra ação do Ministério Público do Trabalho (MPT), motivada por irregularidades identificadas nas fábricas do interior do Estado. O ato aconteceu em frente a sede do MPT, em Lagoa Nova, e, segundo a organização, reuniu 5 mil pessoas.

"O Rio Grande do Norte está aqui para defender os trabalhadores do interior. Diga sim ao pró-sertão", anunciava o carro de som estacionado na frente do MPT durante o protesto, que durou cerca de uma hora.
Rua onde funciona o Ministério Público do Trabalho foi interditada pela manifestação
Rua onde funciona o Ministério Público do Trabalho foi interditada pela manifestação

Cerca de 100 ônibus fretados pela empresa transportaram os manifestantes para o local, vindos da fábrica em Extremoz e de municípios do interior e até mesmo do Ceará, onde a Guararapes tem uma unidade.

Nas proximidades da ponte de Igapó, cerca de 60 pessoas de movimentos sindicais a favor do MPT tentaram obstruir os ônibus para dialogar com os trabalhadores, mas não conseguiram devido a quantidade de pessoas. De acordo com Marcos Santana, do sindicato dos supermercados, os "trabalhadores da Guararapes estão sendo enganados pelos patrões" e eles buscam diálogo para mostrar que a ação civil do MPT é "a favor dos trabalhadores". Nessa negociação, o trânsito próximo a ponte de Igapó chegou a ficar paralisado por cerca de 10 minutos e não houve intervenção policial.

Os manifestantes carregavam cartazes com frases como "Pelos amigos do Pró-sertão", "Seridó repudia a ação movida pelo MPTRN" e "+ emprego - MPTRN". Os funcionários da empresa fizeram uma batucada e gritaram "a Guararapes está botando pra quebrar", respondendo com euforia as palavras de ordem do carro de som. As pessoas ligadas ao pró-sertão afirmam que o projeto mudou a vida dos sertanejos porque "onde há seca e não tem agricultura, agora tem emprego na indústria". Muitos pediram oração para "Deus iluminar os procuradores e mudar a decisão deles".

Trabalhadores da Guararapes, que não quiseram se identificar, afirmaram que a mobilização para o ato foi feita por meio de reuniões com administradores da empresa. Nestas reuniões, foi repassado pelos patrões que a ação do MPT retiraria os trabalhos da empresa e aumentaria o desemprego, o que gerou medo nos funcionários. Eles não detalharam de que forma foi feito o diálogo para a mobilização, mas dizem que é um ato "que só vem quem quer". Segundo funcionários, a empresa paralisou o expediente na tarde desta quinta-feira.

A assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho informou a reportagem da TRIBUNA DO NORTE que o expediente no MPT encerrou mais cedo hoje, por causa da manifestação, mas que o órgão não vai se manifestar sobre o ato. Na quarta-feira (20), o Procurador Geral do Trabalho Ronaldo Fleury, disse durante coletiva de imprensa que a postura de executivos da Empresa Guararapes tem se mostrado "exagerada e agressiva, em especial à procuradoria", e completou afirmando que "se o objetivo desta manifestação for tentar fazer com que o MPT desista da ação, o objetivo já está frustado. O MPT não vai desistir dessa ação. Não é assim que uma empresa que se diz disposta ao diálogo age". 

 

Trânsito
A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) informou que agentes de trânsito estarão na região do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Lagoa Nova, para orientar o trânsito conforme a necessidade. De acordo com a STTU, apenas a Rua Poty Nóbrega, onde fica a sede do MPT, será bloqueada, entre a rua Dr. José Gonçalves e Avenida Senador Salgado Filho.

A secretaria destacou, também, que os ônibus desembarcarão os funcionários da Guararapes na Avenida Salgado Filho, nas proximidades do MPT, e deverão permanecer estacionados nos arredores do estádio Arena das Dunas até o final do ato. Após o término, os participantes da manifestação farão o embarque em comboios de dez ônibus cada, na Salgado Filho, sob a orientação dos agentes de tráfego.

Segurança

A Polícia Militar não detalhou o quantitativo empregado para garantir a segurança da manifestação e dos transeuntes que circulam próximo ao MPT, mas garantiu que foram destinados ao local efetivos do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) e contingente extra de PMs, com recebimento de diárias operacionais.

Homens do Batalhão de Choque também estarão a postos para qualquer eventualidade. "Contamos com reforço pesado no policiamento. Embora a gente acredite que não haverá nenhum tipo de ação hostil na manifestação, a Polícia Militar está preparada", afirma o assessor de comunicação da PM, Coronel Eduardo Franco.

Atualizada às 17h03

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