Ato teve apoio das mulheres e panelaço

Publicação: 2017-02-15 00:00:00
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Aproximadamente 400 pessoas, entre policiais militares, bombeiros e esposas de militares, realizaram um protesto em frente à Governadoria, no Centro Administrativo, na manhã de ontem (14). O ato ocorreu com o objetivo de pedir melhorias financeiras e de condições de trabalhos aos agentes da segurança pública do Estado. Os organizadores negam que o ato de ontem tenha sido ensejado pela situação dos militares no Espírito Santo.

Estavam no ato policiais da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar (ACS/RN), Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros do RN, além de integrantes do Fórum das Mulheres de Praças (Fomup). “A crise no sistema penitenciário exigiu ainda mais o nosso empenho e trabalho em prol da sociedade potiguar. Em contrapartida, não recebemos do Governo o reconhecimento e ações de melhorias para um serviço de qualidade”, disse o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares, sargento Eliabe Marques.

De acordo Adriana Botelho, integrante do Fomup e uma das organizadoras do ato, a mobilização tem caráter de protesto e, também, de solidariedade às mulheres dos policiais do Espírito Santo. Durante o protesto, que lotou a rampa da Governadoria, as mulheres bateram panela em apoio aos maridos. 

"Estamos reivindicando condições de trabalho para os nossos maridos. Não pretendemos aquartelar os militares, mas caso nossas reivindicações não sejam atendidas, vamos montar estratégias de mobilizações mais expressivas", afirmou Adriana, antes da reunião entre o governo e as associações, quando foi celebrado um acordo.

Uma das mulheres, Raquel Souza explicou que a principal motivação para o protesto, é a “insegurança” a que os maridos, policiais militares e bombeiros, estão submetidos no trabalho. “São condições precárias. O medo é uma das nossas maiores insatisfações, de ver o marido sair e não saber se ele vai voltar com vida. Nós cansamos de esperar e resolvemos lutar ”, disse ela.



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