Natal
Atos contra Bolsonaro estão marcados em Natal e Mossoró
Publicado: 00:00:00 - 29/05/2021 Atualizado: 21:47:57 - 28/05/2021
As manifestações de rua no Rio Grande do Norte contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, vão ocorrer na tarde deste sábado (29) em Natal e Mossoró. Apesar do momento crítico provocado pela pandemia do novo coronavírus, os organizadores dizem que as circunstâncias da crise política obrigaram-nos a convocar o protesto e garantem que haverá o mínimo de cuidado para evitar a propagação da doença.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil
Jair Bolsonaro será alvo de protestos marcados em quase todas as capitais brasileiras e no interior dos Estados neste sábado, 29

Jair Bolsonaro será alvo de protestos marcados em quase todas as capitais brasileiras e no interior dos Estados neste sábado, 29


A mobilização é feita pela Frente Brasil Popular e conta com o apoio de uma série de coletivos, movimentos sociais e sindicatos. Em Natal, começará às 15h em frente ao Midway Mall, na Av. Hermes da Fonseca. O Diretório Central de Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está organizando uma concentração anterior, às 14h, em frente ao Campus Central do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN), onde será realizada uma aula pública que contará com a presença de professores, estudantes e servidores federais debatendo as pautas do dia.

A estudante da UFRN, Camila Barbosa, militante do Coletivo Juntos, explicou que se trata de uma mobilização nacional, construída pelas organizações de esquerda e setores de oposição ao governo federal, que decidiram ir às ruas, mesmo com a pandemia, porque constataram que a gestão de Jair Bolsonaro “é mais letal para os brasileiros que o próprio vírus”.

Na rua, os manifestantes vão cobrar um auxílio emergencial de R$ 600 e vacinação contra a covid-19 para toda a população. Mas também reivindicarão contra o racismo, violência policial e cortes no orçamento da Educação. “Isso porque foi aprovado um corte muito expressivo para a educação pública superior na última Lei de Orçamento Anual. Nos preocupa que instituições como a UFRN, IFRN e UFERSA possam fechar as portas de vez no RN. Por isso, decidimos ir às ruas”, relatou Camila Barbosa, uma das militantes que está à frente do ato.

Os organizadores acreditam que cerca de mil pessoas possam ir ao evento neste sábado em Natal e planejam caminhar até o Shopping Via Direta, em Candelária, se houver uma quantidade massiva de participantes, ajudando a dispersar e reduzir a aglomeração num único ponto.

Como é de costume, durante a concentração e movimentação dos manifestantes, trechos das Avenidas Hermes da Fonseca e Senador Salgado Filho deverão ser interditados temporariamente durante o ato deste sábado, com desvios do fluxo para ruas adjacentes e mudança temporária de pontos de ônibus.

Apesar dos organizadores terem informado que comunicaram aos órgãos de trânsito e segurança sobre o evento, o inspetor chefe de trânsito da Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU), Carlos Eugênio, disse que até a tarde de ontem ainda não tinha sido oficiado sobre o evento, de modo que não havia ainda um planejamento sobre mudanças no trânsito. Desse modo, qualquer mudança deverá ser anunciada neste sábado e realizada somente enquanto o evento tiver acontecendo já que os agentes de trânsito estarão controlando o tráfego na área.
Mossoró

Em Mossoró, a manifestação vai se concentrar às 16h, na Praça Cícero Dias, no centro da cidade. Até essa sexta-feira (28), a Frente Brasil Popular tinha confirmado o movimento em 139 cidades, incluindo quase todas as capitais, exceto Boa Vista (RR). Também estão previstos atos ao longo do dia em algumas cidades pelo mundo como Berlim, Nova York, Paris, Lisboa, Londres e Barcelona.

Pandemia
O ato de aglomerar para protestar se choca com as orientações das autoridades de saúde para evitar a propagação da covid-19, num momento em que especialista prevêem a chegada de uma terceira onda da doença. Contudo, os organizadores realizaram campanhas de arrecadação de máscaras PFF2 para serem entregues aos participantes e garantem que equipes de biossegurança estarão distribuindo álcool em gel e orientando para tentar garantir um mínimo de distanciamento social entre os manifestantes.

"Temos estimulado diversas entidades estudantis, sindicatos e movimentos sociais para se somarem conosco, orientado a quem pertencer ou conviver com pessoas do grupo de risco, por exemplo, não ir à manifestação, ainda que concordem conosco”, explicou Camila Barbosa, militante do Coletivo Juntos.

Além disso, os manifestantes estarão nas ruas também para denunciar as condições daqueles que precisam se expor ao risco para trabalhar. “Quem se aglomera todos os dias nos ônibus e nos comércios para ter o que comer ao final do dia merece a chance de lutar por um futuro diferente. Muita gente não teve o direito de fazer o isolamento social, que seria o correto, porque o governo não garantiu um auxílio emergencial digno, salários assegurados e vacina para que pudéssemos voltar às nossas rotinas tão logo que possível. Não gostaríamos de organizar mobilizações presenciais agora. Foram as circunstâncias que nos obrigaram a convocá-las”, pontuou a manifestante.








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