Autoridades querem identificar vândalos

Publicação: 2013-07-23 00:00:00 | Comentários: 2
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Ricardo Araújo - repórter

Somente após a confirmação do dia da próxima manifestação do Movimento #RevoltadoBusão, os órgãos de Segurança Pública do Rio Grande do Norte marcarão uma reunião para traçar os modais da operação que pretende identificar os vândalos infiltrados no grupo que se manifesta pacificamente e, consequentemente, evitar danos aos patrimônios público e privado.  Na última edição do ato que tem como pauta principal a implementação do “Passe Livre” no sistema de transporte público de Natal, lojas, clínicas e bancos, principalmente, os localizados nos bairros de Tirol e Cidade Alta, foram alvos de ataques de vandalismo, com a destruição de vidraças e tentativas de saques de objetos.

“Nós estamos aguardando o anúncio da próxima mobilização para marcamos uma reunião com a OAB, Polícia Civil, Ministério Público e Judiciário para montarmos uma estratégia”, confirmou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Francisco Araújo. A reunião terá como objetivo discutir, além de outros pontos relacionados ao desfecho do ato da sexta-feira passada, a presença de crianças e adolescentes entre os manifestantes. Será debatido, também, o mecanismo de identificação dos encapuzados que são apontados como os autores dos ataques aos estabelecimentos comerciais na noite da sexta-feira, 19.

Em nota, a assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual confirmou que o órgão “atuará, pelos promotores naturais, nos casos específicos de procedimentos iniciados contra aqueles que foram identificados e presos pela Polícia. Por outro lado, está à disposição dos órgãos policiais para colaborar, dentro de suas atribuições, com as investigações eventualmente abertas para a identificação de outros suspeitos”. Os nomes dos homens apreendidos na semana passada deverão ser encaminhados para análise e possível oferecimento de denúncia à Justiça Estadual.

O juiz titular da 3ª Vara da Infância e Juventude, Homero Lechner, enfatizou que o assunto ainda é de segurança pública. “O Judiciário ainda não pode interferir, por enquanto. Somente quando for ajuizado algum processo”, esclareceu o magistrado. Ele disse, ainda, que caso sejam identificadas crianças atuando junto aos vândalos, os Conselhos Tutelares dos bairros nos quais elas residem, deverão atuar na abertura de processos, aplicação de medidas protetivas e sanções contra os pais. Quanto aos adolescentes envolvidos em ações que ferem a legalidade, as investigações cabem à Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEA). Assim como a aplicação de punições.

Saldo

Ao final da manifestação da sexta-feira passada, 19 de julho, quatro pessoas haviam sido apreendidas quando encerrado o confronto de manifestantes com soldados do Batalhão de Choque da Polícia Militar em frente à Câmara Municipal. Dentre os apreendidos estava um adolescente de 15 anos e um homem com um mandado de prisão por roubo em aberto.

Geralmente, os vândalos que se aproveitam do volume de manifestantes reunidos nos atos da #RevoltadoBusão se vestem de preto e mantêm os rostos cobertos, para dificultar a identificação. Além de quebrar vidraças, atear fogo em lixo e destruir placas de sinalização, eles picham muros, marquises e fachadas de lojas e prédios privados e públicos.

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Comentários

  • thiagosdarocha

    Os movimentos vinham pacíficos... Até que os vândalos (polícia da CMN) começou a confusão na quinta feira, daí acirrou os ânimos... Isso essas autoridades não vêm... Acham que o povo tem que ter sangue de barata, mas as polícias não...

  • thiago.schumi

    Não existe essa de infiltrados, na verdade os infiltrados são aqueles que acham uma moda curtir de manifestante e entra na bagunça. Quem organiza esse baguncismo é o mesmo sai quebrando tudo por aí, e enquanto vocês da imprensa e o público que só assiste ficarem achando que são casos isolados, que são vândalos infiltrados, nunca vai haver um controle dessa situação. Mais, as pessoas que aderem ao "movimento" também se propõem a vandalizar tudo se eles por acaso se encontrarem ameaçados pela polícia, ou seja, esse problema de vandalismo generalizado está longe de ser apenas em casos isolados como muitos querem.