Auxílio depende da redução da dívida

Publicação: 2021-01-26 00:00:00
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda-feira (25), que se a dívida pública for menor do que o esperado poderá permitir o debate sobre a criação de um novo programa, como o auxílio-emergencial, juntamente com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial. Ele voltou a defender que a proposta deve ser analisada antes do Orçamento.

Créditos: Carlos EmirÚltimas transferências do Auxílio Emergencial serão feitas sem perspectiva de novo programaÚltimas transferências do Auxílio Emergencial serão feitas sem perspectiva de novo programa

Subsecretário de Planejamento e Estatísticas Fiscais do Tesouro Nacional, Pedro Jucá, detalhou gastos

Maia citou o artigo do colunista do Estadão Claudio Adilson Gonçalez para comentar a possibilidade. "Se a dívida é menor que o esperado, você pode fazer programa de seis meses, de R$ 200 ou R$ 300, com aqueles mais vulneráveis, o que daria um pouco mais de 1 % do PIB, seria perfeitamente aceitável", disse

Na opinião de Maia, o PIB brasileiro crescerá este ano bem menos de 3%, abaixo das expectativas divulgadas pelo governo. Ele afirmou que por conta da demora no início da vacinação contra covid-19 o Brasil terá um crescente número de mortos e uma economia crescendo de forma negativa, o que vai gerar mais desemprego.

Ele afirmou ainda que o governo abriu mão das reformas e das privatizações no ano passado, o que gera incertezas.

"Por mais que tenha colocado a culpa na Câmara ou no Senado, o presidente Jair Bolsonaro nunca tratou de nenhuma privatização conosco. Pelo menos nunca me pediu por privatização nenhuma, e a única que está aqui é da Eletrobras. A gente sempre soube que tinha um problema grande no Senado, era público" afirmou. "No meu ponto de vista o presidente não vai colocar seu capital político que cai em reformas que precisam ser feitas e são impopulares."

Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou lamentar que muitas pessoas estejam "passando necessidade" no País, porém, segundo justificou para o fim do auxílio emergencial, a capacidade de endividamento do País "está no limite".

"A palavra é emergencial. O que que é emergencial? O que não é duradouro, não é vitalício, não é aposentadoria. Lamento muita gente passando necessidade, mas a nossa capacidade de endividamento está no limite", disse o presidente a apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada nesta segunda-feira (25).

A última parcela do auxílio, criado em abril por conta da crise econômica provocada pela pandemia da covid-19, foi paga no fim de dezembro de 2020.

Bolsonaro disse também que trataria da possibilidade de prorrogação do auxílio emergencial com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e não com apoiadores. "Converso sobre isso com o Paulo Guedes, contigo não", respondeu à pergunta de ser a favor de "um novo auxílio emergencial".