Auxílio: uma benção para os brasileiros

Publicação: 2020-08-08 00:00:00
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ELVIRO REBOUÇAS
ECONOMISTA E EMPRESÁRIO

Acertou a área econômica do Governo do Presidente Jair Bolsonaro, com nítido protagonismo do Congresso Nacional, na concessão de Auxílio Emergencial que liberou, a partir de abril, os R$.600 a cada brasileiro sem renda. Livrou o Brasil de uma convulsão social que por certo teria agudizado cruentamente este ano 2020 da pandemia. O Ministério da Economia já faz estudos para estender para mais as parcelas inicialmente prometidas, numa intrínseca equação orçamentária e fiscal de, a cada mês, mais R$50 bilhões de dispêndios ao Tesouro, mesmo no estado de calamidade pública. Mas num quadro aonde as economias secam em todo o planeta, conforme os dados todos anunciados, a começar pelos Estados Unidos, dos demais países das Américas, toda Europa e Ásia, Oceania e da devastada África. 

Há uma hecatombe global por certo ainda não vista, nem na segunda grande guerra mundial.  Do primeiro semestre do ano, no nosso país o IAE (Índice de Atividade Econômica) da Fundação Getúlio Vargas, aponta uma queda de 11,7%, comparado ao igual período do ano passado, com um atenuado junho, menos radical, relacionando os dois meses anteriores. O diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), o brasileiro Roberto Azevêdo, afirmou agora em agosto, nos visitando, que a queda do comércio neste ano deve ficar dentro do cenário mais otimista com um decesso de 13%, coisa comparável à grande depressão dos anos 1930, o que foi uma  verdadeira debacle.
 
Para driblar o desemprego na pandemia, abertura de MEIs-microempreendedores individuais sobe e bate recorde no primeiro semestre de 2020. Variáveis como a diminuição da informalidade e os benefícios previdenciários da categoria também impulsionam o movimento. O número de microempreendedores individuais (MEIs) no país cresceu 10,2% no primeiro semestre de 2020, na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a 10.323.426 registros. Foram 892.988 novas formalizações nos seis primeiros meses do ano, um recorde histórico semestral, segundo dados do Portal do Empreendedor, do governo federal.

Entre os indicadores que explicam o crescimento das formalizações estão o aumento do desemprego, mudanças nas relações de trabalho e as vantagens que a formalização garante, como aposentadoria por tempo de contribuição, salário-maternidade e auxílio-doença.

Dados do IBGE mostram um aumento na taxa de desocupação no trimestre entre março e maio, com o desemprego atingindo cerca de 12,7 milhões de pessoas no país – um acréscimo de 368 mil pessoas frente ao trimestre encerrado em fevereiro de 2020.

A combinação desses fatores, segundo especialistas, impulsiona o fenômeno do empreendedorismo por necessidade – quando a crise do mercado de trabalho faz com que as pessoas busquem a formalização como microempreendedor individual para fugir do desemprego.

O empreendedorismo por necessidade vinha caindo, mas em meio à crise mais grave do século se intensificou. Esse fenômeno não decorre de uma escolha ou vontade dos indivíduos. Como o desemprego cresce, as pessoas buscam novas fontes de subsistência para continuar gerando renda. Como consequência do avanço nos registros de MEIs, o país registrou um recuo no número de trabalhadores informais. A taxa de informalidade saiu de 40,6% no trimestre encerrado em fevereiro para 37,6% em maio, o menor patamar da série histórica, iniciada em 2016.

O benefício, pelo o exemplo que vemos em todos os 167 municípios do nosso Rio Grande do Norte, de Natal ao alto Oeste, de Mossoró ao Seridó e Trairi, da região Central a Nova Cruz, anima os mais necessitados e faz girar o modal econômico tão esgaçado. Cerca de 104 milhões de pessoas, o equivalente a 49,5% da população do País, vivem em residências beneficiadas por programas de enfrentamento à crise causada pela pandemia. Na Região Norte, 60% das casas receberam o auxílio, e no nosso tão chovido  Nordeste, este ano, 58,9%, segundo dados oficiais do IBGE. O povo pobre brasileiro, diante de tão cáustico quadro está vivendo deste Auxílio. Uma benção!


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