Avaliação sobre aftosa deve sair na próxima semana

Publicação: 2012-08-10 00:00:00
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) poderá apresentar na próxima terça-feira, dia 14, o resultado de uma auditoria realizada entre o final de julho e o início de agosto no Rio Grande do Norte, para avaliar se o estado cumpriu as etapas necessárias para se tornar área livre de febre aftosa com vacinação. O estado é considerado área de médio risco da doença e, por ter essa classificação, enfrenta barreiras para comercializar animais e produtos pecuários em alguns destinos dentro do Brasil.
O RN quer se tornar área livre, para acabar com restrições  ao rebanho
No início do ano, o Ministério apontou deficiências no serviço de defesa e inspeção agropecuária do RN e chegou a  ameaçar rebaixar o estado para área de risco desconhecido de aftosa, caso não resolvesse os problemas. Mas a equipe de auditores constatou uma evolução na estruturação do serviço, afirma a coordenadora Geral de  Combate às Doenças – CGCD, do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Denise Euclydes Mariano da Costa.

Em reunião com a governadora Rosalba Ciarlini, a coordenadora diz ter citado “pontos onde se constatou melhorias e outros que precisavam ser adequados”. Procurado ontem pela reportagem, o Ministério optou, entretanto, por não detalhar tais pontos, até que o relatório, que está em fase de conclusão, seja finalizado. Durante o encontro com a governadora, ficou acordada uma reunião para para a próxima semana, onde o resultado seria apresentado e discutido. O Mapa não comentou quais seriam os próximos passos após a conclusão e apresentação do relatório. Não confirmou se o estado seria considerado área livre – como chegou a sinalizar o governo - ou se haveria novas etapas no processo.

Por permanecer como área de médio risco, desde maio o RN sofre restrições comerciais  com as unidades federativas que iniciaram o processo para mudança de status. O ingresso de animais vivos do estado susceptíveis à febre aftosa, seus produtos e subprodutos passou a enfrentar barreiras em seis estados envolvidos no chamado “inquérito soroepidemiológico” para avaliação de circulação do vírus da doença. Alagoas, Ceará, Maranhão, a parte centro-norte do Pará, Pernambuco e Piauí – classificados como médio risco e que tentam avançar na classificação– desde então, não recebem bovinos, búfalos e derivados potiguares.O RN terá de ser “aprovado” na auditoria realizada recentemente para ser incluído nesse grupo e se livrar de tais restrições.