Baiacu na Vara encerra carnaval na Redinha

Publicação: 2010-02-18 00:00:00
A+ A-
O Carnaval 2010 foi encerrado ontem pela manhã, com muita folia, pelo tradicional bloco “Baiacu na Vara”, no bairro da Redinha. Comemorando 20 anos de existência, o Baiacu percorreu desde às 11h (com duas horas de atraso) as principais ruas da Redinha e atraiu milhares de foliões dos quatro cantos da cidade. O Baiacu na Vara segue a tradição carnavalesca de outros blocos como o Bacalhau do Batata, em Olinda, que também sai na quarta-feira de cinzas e é considerado a última festa do carnaval.

Segundo a presidente e fundadora do Baiacu na Vara, Cristina Medeiros, a explicação para o sucesso do bloco é a democracia da festa. “Aqui brinca todo mundo, com ou sem camisa, da mesma forma”, diz Cristina. E complementa: “Boa parte das camisas nós distribuímos. O que importa é a criatividade, a alegria. Temos foliões fiéis em todos os bairros da cidade”. O frevo é uma das marcas registradas do Baiacu. “Carnaval tem que ter frevo. A gente até coloca algumas novidades, mas a música tem que ser tradicional”, afirma.

O bloco Baiacu na Vara começou de forma despretensiosa, com o pai de Cristina Medeiros. “A gente inventou de fazer o bloco e quando foi na quarta-feira tinha um monte de gente esperando. Ele me perguntou qual seria o nome e eu sugeri Baiacu, porque é um peixe engraçado. Daí, meu tio falou: “Coloca esse baiacu na vara”. Estava pronto o nome do bloco”, relembra. Nos anos seguintes, a festa foi crescendo e atraindo cada vez mais seguidores até chegar a ser um dos mais tradicionais blocos carnavalescos de Natal.

A aposentada Veralúcia Rocha, tem 62 anos, e se considera “uma carnavalesca”. Ela é uma das mais tradicionais frequentadoras do Baiacu na Vara. “Frequento desde o segundo ano do bloco. Sou uma carnavalesca”, diz. A paixão pelo bloco fez com que ela nunca trocasse o carnaval de Natal por outros mais famosos, como o de Recife ou Salvador. “Nunca saí de Natal pra pular carnaval. Sempre participo desse e de outros blocos de rua”, diz e depois aponta os dois netos que levou para conhecer a festa.

Ainda mais impressionante é o fôlego de Tonhoca Dantas, de 94 anos, que mesmo com o sol forte soprava o seu trombone em meio aos foliões do Baiacu na Vara. Com idade avançada, Tonhoca não pode acompanhar o bloco, mas fez questão de ser levado pela filha, Marcília Dantas, de 48 anos, para “dar uma passada” no carnaval. Segundo Marcília, o pai já participou de algumas bandas e não perde por nada o carnaval.