Banco do Brasil suspendeu empréstimos

Publicação: 2018-12-07 00:00:00 | Comentários: 0
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A retenção do dinheiro descontado do salário dos servidores por parte do Estado levou o Banco do Brasil a interromper a concessão de empréstimos consignados. A possibilidade estava dentro do contrato assinado entre o banco e o Estado em abril de 2015, que pôs o Banco do Brasil como a instituição exclusiva para o processamento dos créditos da folha de pagamento. Até o fim da ação judicial, os funcionários do Estado não podem abrir novas linhas de empréstimo com a instituição.

Essa é a primeira vez desde que o contrato foi assinado que há uma ação movida contra o Estado por retenção de recursos do Estado. Segundo a procuradora Eloísa Guerreiro, relatora do processo, os atrasos podem ter ocorrido durante outros meses, mas nunca em um volume tão grande para motivar um processo judicial.

A exclusividade do Banco já desagrada os servidores estaduais, que tinham a prática de realizar empréstimos consignados com outras instituições bancárias antes de 2015. É o caso de Maria do Carmo, servidora de 52 anos da área da saúde. Ela afirma que todo mês uma parcela do contracheque dela é descontado para pagar empréstimos que ela realizou com outros bancos antes da exclusividade, mas que agora está impossibilitada de refinanciamento.

Maria do Carmo disse que, apesar dos descontos, recebeu cobranças desses bancos pedindo o pagamento do empréstimo. “É uma situação muito ruim porque todo mês esse desconto é feito e o Estado deveria pagar, mesmo que não possa mais fazer novos empréstimos”, contou. “E agora eu não posso mais refinanciar com o banco porque só pode com o Banco do Brasil”. “Eu fico sem poder fazer muita coisa, tendo meu salário descontado. Tem banco que desconta do meu salário há mais de cinco anos e eu não sei se isso está sendo repassado”, acrescentou.

A ação do Banco do Brasil não deixa claro se a interrupção do contrato impossibilita o refinanciamento do empréstimo por parte dos servidores. A reportagem tentou entrar em contato com o setor de comunicação da instituição para tirar as dúvidas da consequência da ação na tarde desta quinta-feira, 6, mas não conseguiu.



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