Banco do Brasil tem lucro de R$ 5 bilhões no semestre

Publicação: 2010-08-16 10:36:00
O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 5,1 bilhões no primeiro semestre de 2010, resultado 26,5% superior ao apurado no mesmo período de 2009. Esse desempenho corresponde a retorno  anualizado sobre o patrimônio líquido (RSPL) de 28,7%. No segundo trimestre, o resultado líquido foi de R$ 2,7 bilhões, apresentando evolução de 15,9% sobre o primeiro trimestre de 2010 e de 16,1% sobre o mesmo período de 2009. O RSPL do trimestre foi de 31,5%.

O resultado recorrente do segundo trimestre período alcançou R$ 2,3 bilhões, crescimento de 13,2% sobre o trimestre anterior e de 34,8% em relação ao segundo trimestre de 2009. O retorno recorrente anualizado sobre o patrimônio líquido foi de 26,5%. A remuneração dos acionistas no semestre somou R$ 2,1 bilhões, equivalentes a 40% do lucro líquido (payout). Foram destinados R$ 1,1 bilhão na forma de juros sobre capital próprio (JCP) e R$ 1 bilhão em dividendos.

Receitas Financeiras crescem de forma consistente
As receitas financeiras, impulsionadas pela forte expansão do crédito, totalizaram R$ 36,8 bilhões no semestre, 23,4% superior às do mesmo período do ano anterior. Desse total, as receitas provenientes das operações de crédito somaram R$ 24,3 bilhões ante aos R$ 18,5 bilhões do primeiro semestre de 2009, registrando expansão de 31,7%.

BB consolida liderança em ativos: R$ 756 bilhões
O Banco do Brasil alcançou R$ 755,7 bilhões em ativos totais ao final de junho, crescimento de 26,2% em relação a junho de 2009 e de 4,3% sobre o final do trimestre anterior, consolidando-se como o maior banco da América Latina em ativos totais.

Crédito atinge R$ 350 bilhões e BB tem 20,1% do mercado
A carteira de crédito em conceito ampliado, que inclui garantias prestadas e os títulos e valores mobiliários privados, atingiu R$ 349,8 bilhões no final do primeiro semestre, crescimento de 6,8% no trimestre e de 41,1% em 12 meses.

Já a carteira de crédito (Resolução CMN 2.682) encerrou o primeiro semestre de 2010 com saldo de R$ 326,5 bilhões, expansão de 29,3% em 12 meses e de 6,9% no trimestre, enquanto a  carteira doméstica registrou crescimento de 28,2% em um ano e 6,6% sobre o primeiro trimestre de 2010. A expansão da carteira de crédito decorreu do crescimento robusto das concessões de crédito à pessoa física, especialmente crédito consignado e financiamento à veículos, e na pessoa jurídica com destaque para operações de investimentos e capital de giro. Com esse desempenho, o BB mantém sua liderança no SFN, com 20,1% de participação no mercado.

Crédito às empresas cresce 31,2% e chega a R$ 135,6 bilhões
No segmento de pessoas jurídicas, a carteira de crédito evoluiu 31,2% em 12 meses e 5,9% sobre o trimestre anterior, totalizando R$ 135,6 bilhões em junho de 2010. Destaque para  o capital de giro que cresceu 41,8% em 12 meses e 11,1% no trimestre, registrando saldo de R$ 67,5 bilhões.

Crédito à Pessoa Física supera a marca de R$ 100 bilhões
O crédito às pessoas físicas atingiu R$ 101,1 bilhões ao final do segundo trimestre de 2010, crescimento de 47,7% em um ano e de 6,3% no trimestre. Este montante representa 31% da carteira total do BB contra os 27,1% observados no mesmo período do ano anterior. Entre as linhas de crédito mais relevantes, destaque para o crescimento do crédito consignado que atingiu R$ 40,5 bilhões, expansão de 37,1% em 12 meses.

Esse desempenho garantiu ao Banco do Brasil 32,8% de participação de mercado o que reforça a posição de liderança do BB no segmento. As operações de financiamento a veículos cresceram 178,4% em relação ao segundo semestre de 2009, totalizando R$ 22,8 bilhões ao final de junho de 2010, resultado reforçado pela parceria com o Banco Votorantim, conferindo ao BB 13,6% de participação de mercado. O crédito imobiliário mantém sua forte trajetória de crescimento, tendo atingido R$ 2,1 bilhões no  semestre, expansão de 84,9% em 12 meses.

Crédito à MPE atinge R$ 47,4 bilhões
O crédito à MPE registrou crescimento de 4,8% no trimestre e de 20,0% em comparação com o mesmo período de 2009, com saldo de R$ 47,4 bilhões.

Destaque para o crescimento de 31,4% em 12 meses das operações de capital de giro. O saldo de R$ 34,9 bilhões dessas operações, no final do primeiro semestre de 2010, corresponde a 73,7% da carteira de crédito de MPE.

O BB vem utilizando amplamente o Fundo de Garantia de Operações – FGO, desde seu lançamento em agosto de 2009, para garantir maior acesso ao crédito,  reduzir o custo para o tomador final e ampliar o volume da carteira. Ao final do segundo trimestre de 2010, havia  212 mil operações formalizadas com cobertura do FGO, totalizando R$ 5,1 bilhões. As operações garantidas por esse fundo representam 36,4% dos desembolsos observados nas linhas que admitem a vinculação dessa garantia.

Maior financiador do agronegócio: carteira alcança R$ 70,3 bilhões
O saldo da carteira de crédito do agronegócio atingiu R$ 70,3 bilhões, crescimento de 4% em 12 meses, o que corresponde a 60,5% de todo o crédito bancário ao agronegócio no país. Ao final do semestre, essas operações respondiam por 21,5% da carteira de crédito do BB. Cabe destacar o crédito com Pronaf/Proger Rural, que cresceu 20,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, com saldo final de R$ 20 bilhões.

Do total contratado para a safra 2009/2010 (R$ 46,8 bilhões), R$ 14,9 bilhões foram destinados para o custeio agrícola. Deste montante, 60,7% das operações (R$ 9 bilhões) foram contratadas com o uso de seguro agrícola ou Proagro.

Financiamento a investimentos e Repasses do BNDES
O Banco do Brasil manteve no primeiro semestre deste ano sua liderança no ranking de repasses globais do sistema BNDES/Finame, com desembolso de R$ 8,5 bilhões ao final do período e mais de 107 mil operações realizadas, com uma participação de mercado de 21,1%.

O BB também desembolsou R$ 10,3 bilhões no 1º semestre de 2010 em outras linhas de crédito de investimento. Destaque para a contratação de R$ 1,7 bilhão do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) e para o Fundo da Marinha Mercante (FMM), que encerrou junho com saldo de R$ 795 milhões.

BB reafirma sua liderança histórica no Comércio Exterior
No 1º semestre de 2010, o BB manteve-se como principal parceiro do comércio exterior brasileiro, reafirmando sua liderança no mercado de câmbio exportação e importação com participações de mercado de 30,6% e 24,8% e volumes de US$ 25,6 bilhões e US$ 19,5 bilhões, respectivamente.

A carteira de crédito desse segmento encerrou o semestre com saldo de R$ 22,3 bilhões, destacando-se as operações de ACC/ACE que atingiram volume contratado de US$ 6,2 bilhões, respondendo por 33,5% de participação de mercado.

Nas operações de comércio exterior do BNDES. O BB desembolsou US$ 219,8 milhões na modalidade BNDES-Exim (pré-embarque), com 13,2% de participação de mercado.

Inadimplência em queda se aproxima de nível pré-crise
No trimestre, os índices de inadimplência do BB mantiveram-se abaixo do observado no SFN. A tendência de queda foi intensificada, aproximando-se dos patamares observados em 2008. As operações vencidas há mais de 90 dias atingiram 2,7% da carteira de crédito, melhora de 40 pontos base no trimestre e de 60 pontos base em relação a junho de 2009, enquanto o SFN registrou índice de inadimplência de 3,7%. Trata-se do menor patamar desde dezembro de 2008.

Não obstante a melhora nos índices de inadimplência, bem como no ambiente econômico e de negócios, o Banco do Brasil manteve a prudência e a postura conservadora na gestão do risco do crédito. O saldo das provisões encerrou o trimestre em  R$ 18,1 bilhões. O risco médio registrado pelo BB foi 5%, menor que o registrado no período anterior (5,1%) e pelo SFN (6,2%).

Em linha com a melhora observada na qualidade da carteira, houve redução nas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) as quais acumularam R$ 2,9 bilhões no semestre, queda de 9,5% sobre o mesmo período do ano anterior.

O BB melhorou, ainda, seus índices de recuperação de crédito. No semestre, o volume de recuperação de créditos correspondeu a 22,8% do volume baixado como perdas no período. Na média de mercado1, esse percentual foi de 17,8%.

Captações totais alcançam R$ 510,6 bilhões
A base de mais de 53,3 milhões de clientes, aliada à rede de 18,3 mil pontos de atendimento, permitiram que o BB ampliasse sua base de depósitos, mantendo sua liderança no Sistema Financeiro Nacional.

O BB registrou R$ 510,6 bilhões em captações totais no final do segundo trimestre do ano, evolução de 23,8% em relação ao mesmo período de 2009. Em depósitos, o BB captou R$ 344 bilhões, volume 10,7% superior ao primeiro semestre de 2009. Destaque para as captações em poupança e depósitos a prazo que totalizaram, respectivamente, R$ 81,5 bilhões e R$ 192,7 bilhões, crescimento de 18,2% e 4,1% em 12 meses. Em captações no mercado aberto, o volume soma R$ 166,6 bilhões no semestre.

BB amplia liderança em administração de recursos de terceiros
Maior administrador de recursos de terceiros, o Banco do Brasil, por meio da BB DTVM, alcançou R$ 344,9 bilhões em recursos administrados, representando crescimento de 17,2% em 12 meses e 22,3% de participação no mercado, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima).

Na visão consolidada, incluindo os recursos administrados pelo Banco Votorantim, o BB administra R$ 354,4 bilhões, equivalentes a 22,9% do mercado de administração de recursos de terceiros.

BB cresce no mercado de cartões e anuncia nova parceria
Com uma base de 86,2 milhões de cartões de débito e crédito, evolução de 2,5% em 12 meses, o Banco do Brasil ampliou para 20,3% sua participação de mercado, em termos de faturamento. O BB encerrou o semestre com 28,8 milhões de cartões de crédito emitidos, crescimento de 5,9% em 12 meses, e 57,5 milhões de cartões de débito, expansão de 0,9% sobre o primeiro semestre de 2009.

Com a intensa utilização dos cartões como meio de pagamento, o faturamento com cartões atingiu R$ 49,5 bilhões no semestre, evolução de 26,2% em 12 meses.

A fim de desenvolver um novo modelo de negócios no mercado brasileiro de cartões, o Banco do Brasil e o Bradesco iniciaram, em abril de 2010, negociações para atuação em parceria no setor de cartões que se materializará com o lançamento da bandeira Elo. Posteriormente, em 09/08/2010 foi comunicado ao mercado a intenção de integração da Caixa Econômica Federal à iniciativa. O objetivo da parceria é  incorporar  parte das operações de cartões das companhias, bem como lançar uma bandeira brasileira de cartões de crédito, débito e pré-pagos para correntistas e não-correntistas.

BB consolida novo modelo de negócios em seguridade, previdência e capitalização
Os negócios com seguros, previdência aberta e capitalização agregaram ao Banco do Brasil R$ 430,1 milhões, entre equivalência patrimonial e receitas de serviços, incremento de 25,3% em 12 meses.

No ramo vida a Aliança do Brasil encerrou o semestre com 3,6 milhões de vidas seguradas,  crescimento de 53,4% em 12 meses e um ganho de 1,7 pontos percentuais em participação de mercado, registrando lucro líquido de R$ 224 milhões. A empresa também permaneceu na liderança do ranking dos seguros rurais, com participação de 39,8%.

Impulsionada pelas vendas de produtos VGBL, a arrecadação da Brasilprev alcançou R$ 4 bilhões, crescimento de 50,6% com relação ao primeiro semestre de 2009, permitindo que a empresa alcançasse o 2º lugar no ranking de arrecadação total da Fenaprevi. O resultado líquido cresceu 19,5%. Com a reestruturação societária da companhia, a participação do Banco do Brasil subiu de 49,9% para 74,9%, o que gerou ganho adicional de equivalência patrimonial de R$ 10,5 milhões.

A Brasilveículos fechou o semestre com uma frota retida de 1,1 milhão de veículos, alta de 8,7% em um ano. O crescimento da carteira de automóveis fez com que a companhia alcançasse prêmio retido de R$ 780 milhões, incremento de 34,1% em um ano, colocando a empresa entre as cinco maiores seguradoras de veículos do país, segundo o ranking da Susep.

A Brasilcap, que completou, em julho, 15 anos, lidera os rankings da Susep nos quesitos faturamento e provisões. No semestre, a empresa superou seu recorde de faturamento, com R$ 1,3 bilhão, aumento de 20,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A companhia contabilizou R$ 55,5 milhões de Lucro Líquido, o que representa crescimento de 8% em 12 meses.

No semestre, o BB deu continuidade ao processo de reestruturação da área de seguridade. Em abril, a BB Seguros e a Principal Financial Group renovaram sua parceria estratégica, para atuação no desenvolvimento e comercialização de produtos de previdência privada aberta no Brasil. Além disso, a BB Seguros e o grupo segurador Mapfre celebraram Acordo de Parceria para a formação de aliança estratégica nos segmentos de seguros de pessoas, ramos elementares e veículos, pelo prazo de 20 anos. Em maio, a BB Seguros e a Sul América assinaram Contrato de Compra e Venda para aquisição das ações da Sul América (60% das ações ON) na Brasilveículos pela BB Seguros.

Resultado recorrente reflete melhoria da eficiência operacional
A razão entre as despesas administrativas e as receitas operacionais mostra que o índice de eficiência2 (quanto menor o indicador, melhor o desempenho), atingiu 42,7% ao final do segundo trimestre de 2010, contra 44,3% observado no trimestre anterior.

Destaque para o crescimento das receitas de prestação de serviços e para o rigoroso controle das despesas administrativas. O resultado da intermediação financeira também segue apresentando crescimento, como reflexo da expansão dos ativos, em especial da carteira de crédito.

BB ganha espaço no mrcado de capitais
No primeiro semestre de 2010 o Banco do Brasil atuou no mercado de renda fixa em operações que somaram R$ 5,5 bilhões, ficando em 1º lugar no ranking Anbima, com 20,8% de participação de mercado. Destaque para a emissão de debêntures e NP nos primeiros seis meses de 2010 com volume de R$ 5,2 bilhões em títulos originados.

No mercado de capitais internacional, o BB atuou em 15 das 32 emissões brasileiras realizadas no primeiro semestre (nove como “lead-manager” e seis como “co-manager)”. Do total de US$ 15 bilhões emitidos no período, o Banco do Brasil participou em operações que somaram US$ 8,5 bilhões.

Na custódia de ativos no mercado doméstico, o Banco ocupa o 2º lugar no ranking Anbima, com R$ 487,4 bilhões custodiados, os quais representam 27,8% de participação de mercado.

Oferta pública de ações ultrapassa R$ 9,7 bilhões
O Banco do Brasil realizou em junho de 2010 oferta pública de ações na qual foram negociados 396 milhões de papéis, sendo 286 milhões na oferta primária e outros 110 milhões na secundária.

A oferta reforçou a estrutura de capital do Banco para viabilizar sua estratégia de expansão. O percentual de ações em livre circulação (free float) aumentou para 30,4%, superando o percentual mínimo de 25% exigido pelo regulamento do Novo Mercado, ao qual o BB aderiu ainda em 2006.

Destaca-se a forte participação de pessoas físicas na oferta, o que aumentou em mais de 71 mil a quantidade de acionistas pessoas físicas do Banco.

Vale ressaltar que desde dezembro de 2009 o BB atua com seu programa de ADR nível 1 em Nova Iorque. Em 02.08.2010, o BB possuía 7,5 milhões de recibos emitidos.

Índice de Basileia atinge 14,3%
Considerando-se a oferta pública de ações do BB e o consequente aumento de seu capital em R$ 7,05 bilhões, o Índice Basileia do Banco do Brasil registrou 14,3% em julho de 20103. O índice de capital (K) do Banco do Brasil encerrou junho de 2010 em 12,8%.

Internacionalização continua rumo ao Continente Africano
O Banco do Brasil, Bradesco e o Banco Espírito Santo - BES (Portugal) iniciaram tratativas para o estabelecimento de parceria estratégica visando  atuação no Continente Africano. As negociações envolvem a participação dos bancos em  uma  holding  financeira  a  qual consolidaria,  na  África,  as  atuais operações do BES. Além disso, a holding poderá coordenar futuros investimentos   envolvendo a aquisição de participações em outros bancos, bem como o estabelecimento de  operações próprias na África, favorecendo a atuação do BB num mercado em expansão e foco de interesse de diversas empresas brasileiras.

* Fonte: Banco do Brasil.