Bancos enxugaram seus quadros de funcionários em todo o País

Publicação: 2020-02-16 00:00:00
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Do lado do número de funcionários, todos os grandes bancos privados enxugaram seus times. O Itaú desligou 5,4 mil pessoas no ano passado. O quadro caiu de 100 mil funcionários para 95 mil, reflexo de um novo programa de demissão voluntária. O concorrente Bradesco reduziu a equipe em 1,2 mil pessoas também com um processo de demissão voluntária, que fez o quadro baixar para 97,3 funcionários. O Santander, embora não tenha anunciado uma iniciativa de PDV, também enxugou o quadro. Os cortes chegaram a 1,6 mil no último trimestre de 2019.

Para Alexandre Cândido, do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte, esses programas mostram uma “privatização branca” dos bancos. “Com o fechamento de agências e saída de servidores, muitos serviços de bancos passam para lotéricas e correspondentes bancários, o que precariza os trabalhadores desses locais, que não recebem o salário de um funcionário de banco para isso, e o serviço”, afirma.

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), federação que reúne os grandes bancos do país, afirma que a digitalização é uma das maneiras de amenizar o fechamento das agências e o enxugamento de funcionários. Segundo a pesquisa da instituição, 60% das transações bancárias hoje são feitas por celular ou computador. Entretanto, economistas dizem que a digitalização é falha nas pequenas cidades por falta de infraestrutura.

O quadro expande as Fintechs. O Nubank, start-up financeira mais popular no Brasil, afirma ter clientes em todos os municípios brasileiros. Quatro a cada dez clientes optaram pelo serviço para não precisar ir ao banco, segundo Vitor Olivier, diretor de Consumo e Operações da empresa. A tendência é a expansão da digitalização para o interior nos próximos anos.