Banqueiro também é alvo da operação

Publicação: 2019-08-24 00:00:00 | Comentários: 0
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São Paulo (AE) - A compra de metade da PetroAfrica - empresa de petróleo africana que pertencia à Petrobrás - pelo Banco BTG Pactual, do banqueiro André Esteves, também é um dos alvos da nova operação da Lava Jato deflagrada nesta sexta-feira, 23, com base na delação do ex-ministro Antônio Palocci. O negócio, que ocorreu em 2013, teria dado prejuízo à estatal de R$ 6 bilhões, segundo o Ministério Público Federal (MPF).

Uma das linhas de investigação da operação é apurar crimes de corrupção envolvendo o banco e a Petrobrás na exploração do pré-sal "em projeto de desinvestimento de ativos" na África. De acordo com a força-tarefa, há indícios de que ativos da PetroAfrica foram vendidos em valor "substancialmente inferior aquele que havia sido avaliado por instituições financeiras de renome no início do processo de venda".

Outros delatadores da Lava Jato já haviam citado pagamento de propina a partir da venda de 50% da PetroAfrica. À época, o BTG negou que tenha comprado parte da empresa a preços abaixo do mercado. "A proposta do BTG Pactual, de US$ 1,5 bilhão por 50% da JV, foi a mais alta e considerada justa pelo assessor financeiro contratado pela Petrobrás, Standard Chartered Bank."

Em nota divulgada nesta sexta, o Ministério Público Federal afirmou que "o preço desses ativos havia sido avaliado entre US$ 5,6 bilhões e US$ 8,4 bilhões. Ao final do processo, 50% desses ativos foram vendidos por US$ 1,5 bilhão em 2013, valor esse em flagrante desproporção com aquele inicialmente avaliado".

Defesa
Em nota, o BTG disse que está a disposição das autoridades "para que tudo seja esclarecido o mais rápido possível". A advogada Sônia Cochrane Ráo, que defende André Esteves, afirmou que a operação da PF é "inexplicável e verdadeiramente assustadora" e representa "nova medida de força adotada sem qualquer motivo, baseada na desacreditada delação de Antônio Palocci".




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