Base aliada tem divergências sobre o ajuste

Publicação: 2018-01-12 00:00:00 | Comentários: 0
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O deputado Carlos Augusto (PSD), do mesmo partido do Governador Robinson Faria, votou contra a convocação extraordinária da ALRN. Ele afirmou não concordar com os projetos do pacote fiscal proposto pelo Executivo e disse que, além dele, pelo menos outro deputado da base está contra as medidas. “Eu vou preservar o nome, mas não é somente eu que penso dessa forma”, revelou.

Sobre a votação contrária da convocação, o deputado afirmou que o pacote enviado conta com muitos projetos, e que eles precisam de uma análise prudente. “Eu votei contra porque são muitas matérias enviadas pelo chefe do Poder Executivo e nós não tivemos tempo suficiente e eu creio que não é através de convocação extraordinária que nós poderíamos fazer a análise dessas matérias extremamente polêmicas, matérias contra servidor público, e nós precisaríamos de muito tempo”.

As maiorias críticas do deputado foram principalmente contra os textos que impactam a carreira de servidor público estadual – como é o caso do aumento da alíquota de 11% para 14% - e a venda de ativos. “Cada um tem uma opinião diferente, eu já externei a minha. Eu não voto contra servidor público, eu vou votar a favor do servidor público. Então eu quero ter tempo suficiente para analisar outras matérias, inclusive venda de ativos do Estado, eu também sou contra essa matéria”.

Durante a entrevista, Carlos Augusto ainda afirmou que esperava cobrança da base aliada por ter posição contrária ao Executivo, mas que não poderia “trair” a consciência. "Inclusive por ser filho de servidores públicos eu tenho que fazer uma análise prudente de toda matéria que entra na casa e essa não poderia ser diferente”. O deputado defende que o servidor não pode pagar pela crise que está acontecendo. “Eles são a parte mais frágil do Estado”.

Logo depois das declarações, o deputado foi chamado por Dison Lisboa, também do PSD e líder do governo no Legislativo, para mudar a estratégia de votação. “Eu estava dizendo a ele que é importante ele ter consciência de que se o estado não mudar, daqui a dois meses acho que não tem um político que vai poder andar na rua porque os funcionários terão três, quatro meses de salário atrasados”, afirmou Dison Lisboa.

O líder do governo também viu como “natural” o posicionamento de Carlos Augusto. “É natural que o político sofra algum tipo de pressão. Ontem, esse não era o entendimento dele (Carlos Augusto), mas hoje ele mudou. A gente respeita porque cada deputado tem a sua análise”.

Carlos Augusto foi um dos quatro deputados estaduais que votaram contra a convocação extraordinária. Fernando Mineiro (PT), Márcia Maia (PSDB) e Larissa Rosado (PSB) foram os outros três votos.

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