Bashar Assad reafirma ofensiva contra oposição

Publicação: 2018-04-15 00:00:00 | Comentários: 0
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Os ataques em Damasco, apesar de bem sucedidos para a intenção dos EUA e aliados em alertar o governo sírio, foram minimizados pelo presidente da Síria, Bashar al Assad. Neste sábado  (14), ele afirmou que a ação “não vai enfraquecer a determinação” de seu país “na guerra contra opositores terroristas".

Segundo a agência de notícias estatal síria Sana, Assad conversou por telefone com o presidente do Irã, Hassan Rohani, para explicar detalhes do ataque, que, segundo ele, representa "um reconhecimento das forças ocidentais coloniais de seu apoio ao terrorismo". O líder sírio afirmou que as potências ocidentais perderam a credibilidade em relação a seus próprios povos e ao mundo e ressaltou que o ataque ocorreu "como consequência do fracasso dos terroristas em cumprir os objetivos desses países". Ainda de acordo com a Sana, Rohani reiterou o apoio do Irã à Síria e condenou o ataque.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) convocou, a pedido da Rússia, uma reunião de emergência para discutir os ataques dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido à Síria. A informação foi repassada pelo governo russo, em um comunicado assinado pelo próprio presidente Vladimir Putin. “A atual escalada da situação em torno da Síria tem um impacto devastador em todo o sistema de relações internacionais”, diz Putin no texto.

Esta será a quinta reunião do conselho nesta semana para debater a situação na Síria após as denúncias do suposto ataque com armas químicas denunciado no último fim de semana na cidade de Duma. As reuniões anteriores terminaram sem acordos, mas com fortes divisões entre os Estados Unidos e a Rússia.

Na mais recente, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que "a Guerra Fria voltou" e que o Oriente Médio vive uma situação de "caos". Guterres, que viajaria para Riad para participar da cúpula da Liga Árabe, decidiu adiar a participação no encontro e ficou em Nova York.

Em comunicado divulgado após o ataque de ontem, Guterres pediu aos países-membros da ONU que mostrem moderação "nestas circunstâncias perigosas" e mantenham o respeito ao direito internacional.

A Síria afirmou que a maioria dos misseis foi interceptada, mas o Pentágono afirmou, em entrevista à impensa na noite de sexta-feira (13), que os alvos foram atingidos.  Segundo o Pentágono, o bombardeios aéreos lançados nessa sexta-feira pelos Estados Unidos, em conjunto com a França e Reino Unido, sobre a Síria tiveram como alvos três locais descritos como de "capacidades químicas: um centro de pesquisa científica localizado na capital, Damasco; uma instalação de armazenamento de armas químicas, situada a oeste de Homs, e ainda uma terceira próxima ao segundo alvo, que, servia, de acordo com o governo dos EUA, de armazém de equipamentos de armas químicas, além de um posto de comando.

O Pentágono disse que os Estados Unidos identificaram alvos sírios relacionados ao armamento químico e evitaram bases russas e alvos civis.  O secretário de Defesa, James Mattis, afirmou que foi um “ataque único”, por enquanto, porque a meta é fazer com que o presidente da Síria, Bashar Al Assad, deixe de usar armas químicas – ação negada pelo governo sírio


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