Batalhão da PMRN autorizou operação que terminou em morte de policial da Paraíba

Publicação: 2019-11-07 16:50:00 | Comentários: 0
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A operação envolvendo três policiais militares do Rio Grande do Norte, que terminou na morte de um PM paraibano após confronto, foi autorizada pelo 8° Batalhão de Polícia Militar do Estado. A autorização consta no inquérito que investiga a ação que ocorreu no dia 29 de outubro, no município de Tacima, na Paraíba. 

Cabo Edmo Tavares foi morto por policiais do RN em operação na PB
Cabo Edmo Tavares foi morto por policiais do RN em operação na PB

Mesmo com a autorização do batalhão, os Comandos Gerais da Polícia Militar do Rio Grande do Norte e da Paraíba não foram informados sobre a operação. A ordem determinava que os policiais potiguares fossem até a cidade de Cachoeirinha, no Estado vizinho, para cumprir uma ordem de prisão contra um foragido da justiça do RN. 

Os potiguares estavam descaracterizados, o que teria levado o cabo da PMPB, Edmo Tavares, de 36 anos, a suspeitar da ação. Edmo também não estava fardado, e foi confrontado pelos agentes do RN. Na troca de tiros, Edmo foi atingido por quatro disparos. Ele foi socorrido, mas não resistiu.

Testemunhas que foram ouvidas ao longo da investigação afirmaram que o policial paraibano não iniciou o confronto e teria se identificado para os potiguares antes de ser atingido pelos disparos. Já os PMs do Rio Grande do Norte PMs afirmam que Edmo atirou primeiro contra eles, e eles apenas reagiram. 

O Comando Geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte informou que não irá mais se pronunciar sobre o caso até a conclusão do inquérito. Em entrevista coletiva cedida um dia após o caso, em 30 de outubro, o comandante da PMRN, Coronel Alarico Azevedo, disse que não havia recebido a informação sobre a operação dos policiais que atuam no setor de inteligência da corporação na região de Nova Cruz.

Na época, o comandante-geral da Polícia Militar paraibana, coronel Euller Chaves, citou que também não tinha conhecimento da ação e que uma operação sem a conversa entre as inteligências das polícias dos estados fere a lei. "Deveríamos ser comunicados para fazer o policiamento ostensivo, atuar juntos. Vamos saber quais as circunstâncias", disse.


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