Bate-papo com a cantora potiguar Khrystal

Publicação: 2018-07-27 00:00:00 | Comentários: 0
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A cantora potiguar Khrystal estreia no espetáculo musical “Elza”, em cartaz no Rio de Janeiro, onde é uma das sete cantoras/atrizes que interpretam Elza Soares e sua intensa história de vida. Confira o bate-papo a seguir com a artista para o caderno VIVER, do jornal TRIBUNA DO NORTE.

Khrystal é uma das sete cantoras/atrizes que interpretam Elza Soares e sua intensa história de vida
Khrystal é uma das sete cantoras/atrizes que interpretam Elza Soares e sua intensa história de vida


Como foi a semana de estreia do musical “Elza”? Sentiu ansiedade por subir no palco para não só cantar como atuar também?
Na verdade achei que passou muito rápido. Cheguei no Rio em abril e já passamos pela semana da estreia. Estrear uma montagem dessa é muito lindo de viver. Participei de tudo desde o início. A mulherada esteve muito unida pra fazer acontecer. Os amigos me contam que uma montagem dessa é feita em seis meses, então tiramos leite de pedra no melhor sentido da expressão. Está tudo lindo. Casa cheia todo dia, teatrão maravilhoso, excelente receptividade de público e critica.

Você atuou no filme “A Luneta do Tempo”, de Alceu Valença. Mas nesse novo projeto de atuação, agora para teatro, como tem sido a experiência? 
Eu já tinha feito teatro com João Júnior, Quitéria Kelly, João Marcelino, fiz filme com Alceu e somado a isso tem uma bagagem de dezoito anos de vida com a música. Tudo isso colabora para agora. A novidade é a linguagem de musical em si, a quantidade de pessoas envolvidas, minha mudança de cidade. Mas cada noite me traz mais confiança. Esta tudo certo.

O autor do texto de “Elza”, Vinícius Calderoni, disse numa entrevista que “o espetáculo seria um monólogo de uma Elza polifônica”, e que “seria importante serem sete atrizes porque seria muito peso para apenas uma aguentar”. É por ai mesmo? Qual seria a sua Elza em cena?
Somos todas Elza. Parece hashtag, mas é isso. Não seguimos cronologia, do jeito que Vini escreveu. São recortes e a direção de Duda (Maia) acentuou muito isso. Minha Elza é a que aguentou ser difamada quando casada com Garrincha e a que perde um filho de dez anos. As outras seguram outras demandas. A vida de Elza realmente tem seus momentos de tristeza grande e foi muito sábio da parte de Vini e Duda de dividirem isso em sete Elzas, sete fôlegos, sete vidas, sete corações fortes pra aguentar o tranco.

Como tem sido o contato com as outras atrizes? 
O processo de montagem foi todo muito intenso. Somos um time sólido e unido. Grandes mulheres, grandes histórias de vida. Nossa relação é de muito respeito e carinho. São todas inspiradoras cada uma a seu modo, lindas demais! 

No último show da Elza em Natal, há mais de dois anos, você abriu a apresentação, algo raro na turnê dela. Vocês chegaram a conversar?
Foi meu primeiro contato com ela. Não deu para conversar, nos vimos rapidamente depois do show, eu chorando muito. Lembro que eu tava bem emocionada. Assisti ao show dela ao lado da minha filhota, foi um negócio bem especial.

Chegou a se encontrar com ela de novo? Durante o processo de montagem, por exemplo.
Ela nos recebeu no seu apartamento, mostramos um trechinho da montagem pra ela e sua família. Foi uma noite muito emocionante. Elza é uma mulher muito positiva, alegre e carinhosa. Esteve na estreia. Sei que ela está feliz com essa homenagem e pôde sentir nosso amor de pertinho.

O que mais te chama atenção na biografia da Elza?
A capacidade de não endurecer com as agruras da vida. Nunca conheci uma mulher com a história de vida dela ser alguém tão alegre e luminosa. É uma lição pra mim.

Você e a Elza têm interpretações memoráveis da música “A Carne” (Seu Jorge/Marcelo Yuka/Ulisses Capellett). Você se identifica com o repertório musical dela?
O repertório de Elza é uma aula não só de samba, ela é o  Brasil. Seu canto é forte, pra fora, canta de tudo que toca seu coração. Me vejo um pouco nesse lugar.

Como está a vida no Rio de Janeiro? Está dando para fazer seus shows?
Estou aqui há três meses. Agora que estreamos, estou fazendo uma coisinha aqui outra ali devido a correia que é sempre grande. Já participei do show da minha irmãzinha Juliana Linhares, já estive com a Júlia Vargas, com a Lucy Alves e devagar vou retomando a vida de cantora. Como diz Elza, a música é remédio bom nessa vida.

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