Bate papo com Nilson Queiroga

Publicação: 2018-01-04 00:00:00 | Comentários: 0
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O diretor técnico do Seturn, Nilson Queiroga conversou com a equipe de reportagem da TRIBUNA DO NORTE e falou a respeito do reajuste da tarifa urbana. Confira:

Se não houver esse reajuste, a situação (dos ônibus) tende a ficar muito pior, diz Nilson Queiroga
''Se não houver esse reajuste, a situação (dos ônibus) tende a ficar muito pior'', diz Nilson Queiroga

Quais são as justificativas técnicas para essa solicitação de reajuste, tendo em vista que menos de 1 ano atrás a tarifa na capital foi ajustada?

As empresas não tem como absorver a constante defasagem que está acontecendo com o preço dos combustíveis, esse é o primeiro fator. Tivemos um aumento muito grande em 2017 e, paralelamente, o número de passageiros equivalentes continua caindo. Esse número é inversamente proporcional ao aumento da tarifa: quanto mais cai o número de passageiros, maior ela tende a ficar para poder sustentar a frota. Também foi proposta uma renovação da frota, que está muito envelhecida. Uma parte foi renovada, mas muitos veículos ainda não são acessíveis. Queremos ir diminuindo esse número que está totalmente defasado da realidade atual, e que já deveriam ter sido renovados. Também há estimativa para reajuste de pessoal, como todo começo de ano, motoristas e cobradores, com a perspectiva da inflação.

O senhor acredita que o fato de 2018 ser ano de eleição vai dificultar que o aumento da tarifa seja aplicado em Natal, tendo em vista que essa é uma medida impopular, de forma geral?
Eu não acredito pelo seguinte: outras cidades já estão concedendo o reajuste da tarifa, justamente nesse período de janeiro, na virada de ano. Se não houver esse reajuste, como aconteceu das outras vezes a situação tende a ficar muito pior, porque os investimentos não foram realizados, o serviço prestado foi pior e a repercussão foi negativa. O que está se querendo é um ajustamento, inclusive diante desta política do Governo Federal que afeta a todos, inclusive o setor de mobilidade, para que o equilíbrio seja mantido e que novos investimentos sejam feitos para a melhoria do serviço de transporte.


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