Biblioteca Câmara Cascudo a 30 dias da conclusão

Publicação: 2018-03-10 00:00:00 | Comentários: 0
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Ramon Ribeiro
Repórter

Prestes a se desligar da diretoria geral da Fundação José Augusto (FJA) para se dedicar à campanha do deputado federal Beto Rosado (seu sobrinho), Isaura Rosado cumpre suas últimas tarefas à frente da instituição. Sua maior missão nestes quase três anos no cargo foi botar em prática um projeto de restauro e reforma de 10 importantes equipamentos culturais do Estado. A ideia inicial era sair da FJA com todos esses equipamentos funcionando, o que não será possível – apenas o Museu Café Filho e o Teatro Adjuto Dias (Caicó) foram entregues. Embora os planos não tenham saído como o previsto, Isaura demonstra satisfação, pois os outros equipamentos estão com projeto encaminhados.

Apesar do aparente canteiro de obras, com pintura e gradeado por fazer, o engenheiro da FJA, Sérgio Wicliff, explica que já estão concluídas a climatização, instalação de elevadores e plataformas
Apesar do aparente canteiro de obras, com pintura e gradeado por fazer, o engenheiro da FJA, Sérgio Wicliff, explica que já estão concluídas a climatização, instalação de elevadores e plataformas

Num balanço atualizado de sua gestão, a diretora afirma que a próxima obra a ser concluída é a da Biblioteca Câmara Cascudo (BCC), que teve parte dos recursos oriundos do Governo Federal e será concluída a partir do convênio com o Banco Mundial, através do programa Governo Cidadão. Segundo o coordenador de obras da FJA, o engenheiro Sérgio Wicliff, no final de abril o prédio será entregue para que seja instalada toda a parte de mobiliário e computadores, já adquiridos, e o acervo de mais de 100 mil livros, atualmente armazenado na Cidade da Criança. Essa parte deve levar mais 30 dias, estima o engenheiro.

“Estamos fazendo a pintura interna e externa, colocando a grade de proteção, portão de entrada e cerca elétrica. Climatização, instalação de elevadores e plataformas, tudo isso já está feito”, detalha Wicliff. Sobre a demora na conclusão das obras, ele argumenta que é natural diante da burocracia estatal. O engenheiro conta que questões como a do isolamento acústico da BCC será feito posteriormente “O projeto acústico entrou depois no Programa Governo Cidadão . Virá depois. Assim como uma pintura artística na fachada, solicitada por Isaura”.

Sobre o Memorial Câmara Cascudo (MCC), primeiro dos 10 equipamentos da FJA a entrar em obras, o trabalho foi retomado nesta semana e deve ser concluído dentro de quatro meses. “Precisamos atender algumas recomendações do Iphan-RN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). As obras ficaram o ano de 2017 todinho paradas. Mas retomamos os trabalhos na parte interna do prédio. Ainda falta instalação de plataforma e de ar-condicionado. Mas os equipamentos já foram comprados”, esclarece.

Em Mossoró, o Teatro Lauro Monte Filho, fechado a mais de oito anos, deve enfim entrar em obras. “Vamos começar os trabalhos no Teatro Lauro Monte ainda neste mês. A empresa AeC Engenharia já assinou o contrato, falta apenas o documento ser publicado no Diário Oficial”, diz Wicliff. O engenheiro também informa que dois projetos já foram entregues para abertura de licitação: A Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão (EDTAM) e a Pinacoteca Potiguar. A primeira orçada em R$ 1,6 milhões, e a segunda, 3,6 milhões.

TAM e Planetário
O Teatro Alberto Maranhão (TAM) e o Planetário também já estão com projetos concluídos. Com relação ao TAM, que esperava pela finalização do projeto complementar da caixa cênica, a situação passou a andar de forma mais acelerada nos últimos meses. O projeto foi entregue esta semana pela empresa responsável e já foi aprovado pela equipe técnica da FJA. Quanto ao Planetário, os equipamentos existem desde 2009. Sua instalação será na UERN Zona Norte. “A licitação está tramitando dentro do Programa Governo Cidadão para ser lançado”, afirma Wicliff.

O engenheiro da FJA comenta que o Banco Mundial, responsável pelos recursos do Governo Cidadão, tem acompanhado de perto o andamento dos projetos. “De três em três meses a equipe do banco visita as obras e conversa com a FJA. Existe um limite de prazo para que os projetos utilizem os recursos destinados, senão se perde o dinheiro. Entramos em ritmo acelerado”, explica.

Forte dos Reis Magos
Uma das maiores missões de Isaura Rosado à frente da FJA foi trazer o Forte dos Reis Magos de volta para a administração do Estado, que aguarda a chegada do precioso monumento com um aporte de R$ 5 milhões para reforma. Segundo a diretora a cessão para o Estado deve acontecer em torno de uma semana.

“O governo está marcando uma data para a assinatura do termo de cessão. Com este documento da dominialidade o Governo Cidadão vai poder licitar a obra cujos projetos foram encomendados e aprovados pelo próprio IPHAN”, comenta Isaura, que está em Brasília tratando do tema. “Trabalhamos mais de um ano por esta cessão. Isso é impressionante! Tanto tempo, tanta burocracia, para um ato onde todos os envolvidos desejavam a mesma coisa”. O Governador Robinson queria, o IPHAN precisava entregar por mil e um motivos, e a SPU (Superintendência de Patrimônio da União) também desejava ver essa transferência efetivada”.

Isaura só lamenta não ter conseguido complementar o projeto de restauração do Forte com obras melhoramento do entorno do monumento. “O orçamento e os projetos no valor de R$ 4,5 milhões incluem apenas a própria fortaleza, ficando para uma segunda etapa as áreas do entorno e de infra estrutura turística”, conta a diretora, em referência ao plano de instalação de passarela, iluminação, estacionamentos, box turístico, restaurantes, banheiros, além da proposta museológica.

Projeção
Obras concluídas
Museu Café Filho, R$ 500 mil
Teatro Adjuto Dias, R$ 433 mil

Obras em conclusão
Bilbioteca Câmara Cascudo, R$ 1,6 milhões
Memorial R$ 474 mil

Obras contratadas
Teatro Lauro Monte, R$ 5 mi

Entregues para licitação
EDTAM, R$ 1,6 milhões
Pinacoteca Potiguar, R$ 3,6 milhões
Forte dos Reis Magos, R$ 4,5 milhões

Projeto em desenvolvimento
TAM, R$ 7,8 milhões
Planetário, R$ 3,3 milhões

*As obras tem recursos do Banco Mundial pelo Governo Cidadão


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