Internacional
Biden defende parcerias comerciais
Publicado: 00:00:00 - 01/06/2013 Atualizado: 21:50:21 - 31/05/2013
Brasília (ABr) - O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse ontem, logo após a reunião que teve com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, que os dois países estão prontos para aprofundar relações. Depois de uma hora e meia de conversa, Biden destacou que o Brasil é um exemplo de democracia. “A mágica do que está acontecendo aqui, a parte mais incrível da história do Brasil nos últimos 15 anos, é que vocês demonstraram para o mundo, e boa parte do mundo está lutando contra esse problema, que não é necessária a falsa escolha entre desenvolvimento e democracia”, disse.
Durante encontro com Dilma, Joe Biden cita Brasil como exemplo de que desenvolvimento anda de braços dados com a democracia

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Ele ressaltou que esse “dilema” entre democracia e desenvolvimento ocorre em várias partes do mundo e o Brasil pode ser uma influência para mostrar como é possível compatibilizar os dois temas. “É possível ter democracia e desenvolvimento, dos quais todos se beneficiam. E essa é a magia do que vocês fizeram aqui, o que a presidenta de vocês está fazendo agora e a razão pela qual ela pode ter tão incrível influência bem além deste país.”

Bem-humorado, Biden disse que Dilma, depois da conversa de ontem, provavelmente deve passar a gostar mais dele, apesar do bom relacionamento com o presidente Barack Obama. O vice-presidente norte-americano destacou que o propósito de sua viagem foi fazer formalmente o convite para que a presidenta Dilma faça uma visita oficial aos Estados Unidos e deixar clara a disposição para estreitar as relações entre dois países em todas as áreas, desde a militar, educação, o comércio, os investimentos diretos estrangeiros. “Não acredito que exista qualquer obstáculo que não possamos superar.”

Também acompanharam a reunião os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, de Minas e Energia, Edison Lobão, e a presidente da Petrobras, Graça Foster.

A visita ocorre a menos de cinco meses da primeira visita de Estado de Dilma aos Estados Unidos, em outubro. Para diplomatas, a visita de Biden deve ser interpretada como uma demonstração da relevância do Brasil no cenário internacional. Ao lado do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, Biden é responsável por várias negociações internacionais.

Comércio
Joe Biden também defendeu a intensificação das parcerias comerciais entre os dois países. “Não há razão para que a maior economia do mundo [EUA] e a sétima mundial [Brasil] não possam multiplicar por cinco vezes o comércio bilateral”, disse Biden, que concedeu uma declaração à imprensa ao lado do vice-presidente Michel Temer, após reunião com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. “Ambos reconhecemos que há lacunas e discutimos uma agenda ambiciosa sobre a qual devemos nos concentrar”, acrescentou.

Para Biden, as visitas ao Brasil do presidente norte-americano, Barack Obama, em 2011, e de dez ministros do governo dos Estados Unidos, assim como a da presidenta Dilma Rousseff ao país, em outubro, demonstram o interesse de incrementar as relações bilaterais. Ele disse que há interesse nas áreas de energia, segurança, educação, ciência e tecnologia.

“Temos muito a aprender com vocês”, disse Biden. “Também discutimos o fato de que vocês podem aprender conosco”, acrescentou ele. De 2008 a 2012, o intercâmbio comercial entre os dois países cresceu 11,3%, passando de US$ 53,1 bilhões para US$ 59,1 bilhões.

Em 2011, a corrente de comércio alcançou recorde histórico em decorrência do aumento das importações brasileiras (25,6%). Em 2012, os Estados Unidos foram o segundo parceiro do Brasil no mundo, com participação de 12,7% no total do comércio exterior brasileiro.

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