Bolsa de Valores brasileira tem pior mês em quase 22 anos

Publicação: 2020-04-01 00:00:00
A+ A-
A Bolsa de Valores de São paulo (Ibovespa) teve o pior mês em quase 22 anos com a crise do coronavírus, com uma queda acumulada, em março, de 29,90%. Em agosto de 1998, o índice havia recuado 39,55%. Em 2020, o tombo já é de 36,86%. A bolsa paulista oscilava sem uma tendência clara nesta terça-feira, que fecha um mês de perdas expressivas nos mercados acionários em todo o mundo, em razão dos efeitos e dúvidas decorrentes da pandemia da covid-19. O Ibovespa recuou 2,17%, a 73.019 pontos. Na mínima, a bolsa marcou 72.385 pontos. Na máxima, foi a 75.511 pontos.

Na véspera, o Ibovespa subiu 1,65%, a 74.639,48 pontos, mas ainda acumulava em março perda de cerca de 28%, que se mantida representará o pior desempenho mensal desde 1998.

Tal performance faz o resultado no acumulado do ano ser negativo em cerca de 35%, o que marca a maior queda trimestral desde pelo menos 1994. "Esse 'bear market' tem sido incomum, não por causa da escala do declínio, mas por causa da velocidade e da volatilidade", avaliaram Peter Oppenheimer e equipe, do Goldman Sachs em relatório a clientes.

Mesmo após uma bateria de medidas globais de estímulos econômicos e notícias melhores sobre desenvolvimento de vacinas e testes, março e o primeiro trimestre também terminam com uma série de incertezas, principalmente sobre os efeitos econômicos.
Conforme o ritmo de contágio não mostra sinais de alívio e medidas de confinamento vêm sendo prorrogadas, continua incerto o efeito final na atividade mundial, bem como o momento da recuperação das economias.

Nesse cenário, a aposta de manutenção da volatilidade em níveis elevados é consenso entre agentes financeiros. Para o analista Jasper Lawer, chefe de pesquisa no London Capital Group, o primeiro trimestre está quase acabando e há medidas de alívio. "Um mês novo pode oferecer alguma perspectiva nova, e talvez uma mais construtiva." Nos EUA, o S&P 500 teve baixa de 1,60%.

Variação do dia
PETROBRAS PN chegou a avançar 7,7%, oferecendo algum suporte, em meio à recuperação dos preços do petróleo no exterior. PETROBRAS ON chegou a subir 8,7%.

VALE ON chegou a valorizava-se 6,2%, tendo ainda de pano de fundo relatório do Goldman Sachs elevando a recomendação dos ADRs das ações da mineradora para 'compra', enquanto o preço-alvo para 11 dólares, de 11,4 dólares antes.

ITAÚ UNIBANCO PN chegou a cair 2,1% e BRADESCO PN recuou 1,8%, pesando do lado negativo. BANCO DO BRASIL ON cheogu a ceder 0,2%.

COGNA ON chegou a desabar 11,1%, após resultado trimestral. No setor, YDUQS perdia 6,7%.

CVC BRASIL ON perdia 5%. A operadora de turismo afirmou que não divulgará suas demonstrações financeiras de 2019 no prazo regulamentar, citando efeito do Covid-19 no trabalho das equipes e auditores.







Deixe seu comentário!

Comentários