Bolsonaro condena ataques nos atos

Publicação: 2019-05-24 00:00:00 | Comentários: 0
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Brasília (AE) - O presidente Jair Bolsonaro criticou ontem a inclusão de pautas contra o Congresso e o Judiciário nas manifestações a seu favor marcadas para o próximo domingo. Em café com jornalistas no Palácio do Planalto, o presidente afirmou que estas bandeiras "estão mais para o Maduro", numa referência ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusado por opositores de implantar uma ditadura no país. "Quem defende o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional está na manifestação errada", disse ele, segundo a Rádio BandNews, que estava no café. O Estado não participou do encontro.

O presidente também reiterou que não irá aos atos previstos em várias capitais do País. A mobilização de apoio ao governo foi marcada como uma resposta aos protestos contra o contingenciamento de verbas para a Educação, que levou milhares às ruas no último dia 15.

Os atos ganharam força após o próprio presidente compartilhar um texto, via WhatsApp, dizendo que o Brasil é "ingovernável" fora dos "conchavos", conforme revelou o Estado. Uma declaração de Bolsonaro, na segunda-feira, de que o "grande problema do País é a classe política" também ajudou a dar combustível para a convocação, que é capitaneada pelas redes bolsonaristas.

Segundo interlocutores do presidente no Palácio do Planalto, embora as manifestações sejam vistas como irreversíveis, a mudança de tom de Bolsonaro tem como objetivo desvincular o governo dos atos e evitar ruídos com os demais Poderes, colocando em risco a sua governabilidade. O presidente, inclusive, tem desestimulado auxiliares a participarem das manifestações. Segundo o Estado apurou, até mesmo o filho Carlos Bolsonaro, o mais ativo nas redes sociais, tem dito que não vai às ruas no domingo em apoio ao governo do pai.

Nesta quinta-feira, 23, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, defendeu as manifestações, mas repetiu que não se trata de atos organizados pelo governo. "Essa é uma manifestação da sociedade. Ela será apenas acompanhada e respeitada pelo governo. É da mesma maneira com as que podem ser favoráveis ou contrárias (ao governo). O que cabe a quem está no governo é ter equilíbrio, serenidade, respeito, porque é a cidadania se manifestando", disse o ministro, em entrevista à Rádio Gaúcha.





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