Bolsonaro garante trabalhar pelo fim do desarmamento

Publicação: 2018-05-18 00:13:00
A+ A-
O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) foi o terceiro presidenciável a apresentar propostas para o pais no "Fórum Sistema Fiern - Caminhos do Brasil",  na noite de ontem, defendendo a desburocratização e redução de impostos para a retomada do crescimento econômico e da empregabilidade no Brasil. Ele reafirmou também que é favorável a ações mais rigorosas no combate à criminalidade.

Créditos: Divulgação/FiernJair Bolsonaro afirma que os policiais têm de agir com rigor no combate à criminalidadeJair Bolsonaro afirma que os policiais têm de agir com rigor no combate à criminalidade

Jair Bolsonaro afirma que os policiais têm de agir com rigor no combate à criminalidade

Jair Bolsonaro chegou prometendo diminuir ministério, com a integração da Agricultura e Meio Ambiente, na promoção de uma política de agronegócio que “não pode continuar a reboque de ONGs internacionais ou do ativismo xiita ambiental dentro do Brasil”.

Bolsonaro falou em extinguir o Ministério das Cidades, porque “é só pegar o dinheiro e dar para os municípios e de acordo com a região, o município construir casas populares”.

Antes de ir à Federação das Indústrias do Rio Grande do  Norte (Fiern), o deputado Jair Bolsonaro esteve, no fim da tarde, na pré-convenção do PSL, no Palácio dos Esportes Djalma Maranhão, acompanhado pelos vereadores Cícero Martins e Eleika Bezerra, além dos presidentes dos diretórios estadual e nacional do partido,  Carlos Eduardo da Costa Almeida e  Gustavo Bebiano Rocha.

Aos militantes, disse que falta ao país eleger um presidente, homem ou mulher, que seja honesto, tenha Deus no coração e seja patriota” e além disso “seja isento e fuja do politicamente correto” e “nem aceite indicações políticas para não depender de políticos e poder escalar ministros que dêem conta do  recado”.

Mais tarde, o presidente da Fiern, Amaro Sales, recepcionou o pré-candidato a presidente, agradecendo por aceitar o convite e dizendo que o Rio Grande do Norte “o recebia com bastante interesse”, inclusive por ele “estar bem situado nas pesquisas eleitorais”.

Sales questionou o presidenciável sobre a empregabilidade, que considera hoje o principal problema do país, tendo Bolsonaro respondido que a reforma trabalhista permitiu que, ao invés de 4 milhões, se tenha 2 milhões de ações trabalhistas, “já é um certo alívio e  mais ainda, quem entrar na justiça e perder, vai pagar sucumbência”.

Porém, Bolsonaro afirmou que vai buscar uma maneira de diminuir o custo Brasil, desregulamentando a série de leis existentes: “Nós temos que facilitar a vida de quem quer produzir, de quem quer ter liberdade e investir no Brasil”.

Em relação aos impostos, Bolsonaro admite revisar a tabela do Imposto de Renda, reconhecendo que não dá para tirar uma defasava de 80% de uma vez, mas pode fazer isso descontando a inflação do ano.

Ele reiterou sua disposição de trabalhar pelo fim do desarmamento para o “cidadão poder se defender”, combater e reduzir a criminalidade. “Mexendo em dois artigos do Código Penal, eu tenho certeza, o índice de violência no Brasil cairia a metade imediatamente, ou mexendo no estatuto do desarmamento, é mais um quarto, nós iremos de o número de morte por 100 mil habitantes ao número próximo dos Estados Unidos, é dessa forma”.

Para ele, o turismo como negócio no Rio Grande do Norte e no Rio de Janeiro enfrenta dificuldades justamente pela falta de segurança. “Se acharmos que estuprador, assassino, homicida precisam de outra chance, vamos continuar chorando por parentes e amigos”.

Bolsonaro afirmou que isso tem que ser mudado - “não prego o extermínio, porém mais do que a liberdade, o dever do policial é atirar primeiro e perguntar depois, não temos outro caminho para combater a violência ou não ser dessa maneira, combate-se a violência com energia, com inteligência e se for o caso com mais violência ainda”.

Segundo ele, “ou se joga pesado nessa questão ou não teremos economia no Brasil”, exemplificando que só na Barra da Tijuca, onde ele reside, em 2016, “fecharam 400 estabelecimentos comerciais, basicamente por falta de segurança”.