Natal
Bomba deixada em loja do shopping era dinamite
Publicado: 00:00:00 - 01/11/2012 Atualizado: 08:37:06 - 14/05/2013
O comandante do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), coronel Marcos Vinícius, confirmou na manhã de ontem que o explosivo deixado pela dupla de assaltantes na joalheria do Via Direta, em Mirassol, era dinamite. A caixa de sapatos contendo as duas bananas de dinamite foi deixada dentro da loja após o assalto na noite dessa terça-feira, por volta das 20h30, quando muitos clientes ainda circulavam pelo estabelecimento.
Policial mostra banana de dinamite igual a que foi usada por assaltantes  no shopping Via Direta
Especialistas do Bope retiraram da loja a caixa com o explosivo, levando-a à outra área externa do shopping, onde neutralizaram o artefato usando outro tipo de explosivo. É uma intervenção praticada pelas polícias de todo o mundo para oferecer segurança à equipe e às pessoas da área de entorno. Uma medida, planejada meticulosamente, segundo o comandante do Bope. “Usamos a carga neutralizadora, naquele momento, mesmo sem termos a certeza de que se tratava de um explosivo”, disse o comandante.

A detonação pode ser ouvida num raio de um quilômetro do shopping Via Direta, causando de imediato comentários nas redes sociais. A polícia, até o fechamento desta edição, não havia capturado os responsáveis pelo assalto. A dupla, supostamente um homem e uma mulher, fugiram em uma motocicleta que estava estacionada do lado de fora do shopping.

A curiosidade tomou conta de uma vendedora da loja assaltada, que decidiu conferir o que havia dentro da caixa logo que a dupla saiu. Em seguida, quando a segurança do shopping foi acionada, um dos seguranças também decidiu conferir o conteúdo. Os policiais foram chamados.

Na manhã de ontem, com o objetivo de mostrar o poder de destruição do tipo de explosivo deixado pelos bandidos no interior da loja, policiais do Bope simularam explosões com diferentes quantidades de dinamite numa área de treinamento do Batalhão, localizado na zona Norte de Natal.

Marcos Vinícius ressaltou a importância de as pessoas, numa situação dessas, não atenderem à curiosidade de verificar o que há no objeto estranho. “Os procedimentos que as pessoas devem fazer são, primeiramente, evacuar o local em que está o explosivo, em seguida ligar para o 190, emergência da Polícia Militar, para que os policiais preparados possam dar continuidade à operação.

Em pouco mais de uma semana, algumas ações de bandidos desafiaram as autoridades de segurança pública porque ocorreram em áreas normalmente de bastante movimento e patrulhadas, mas nenhuma delas resultou em prisão. Em duas dessas ações, criminosos invadiram prédios públicos e arrombaram caixas de auto-atendimento bancário, e na noite dessa terça-feira uma dupla assaltou uma joalheria no shopping Via Direta, deixando para trás uma bomba, em pleno horário de funcionamento.

As polícias não conseguiram, por exemplo, prender os autores do arrombamento dos caixas eletrônicos no prédio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), na avenida Alexandrino de Alencar, quando cinco assaltantes invadiram o local  no início da manhã último dia 21 outubro, renderam os cinco vigilantes, trancando-os no banheiro. A quadrilha vestiu as roupas dos vigilantes e parte do bando ficou fora do prédio, disfarçado de vigilante, para garantir a ação. Cerca de 300 metros de distância funciona uma companhia da Polícia Militar, no Bosque dos Namorados, e a Funasa fica em frente à uma vila militar.

Uma semana depois — dia 28, no domingo da eleição para o 2º turno da disputa para prefeito da capital — o alvo foram os caixas eletrônicos instalados na sede da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), numa das principais avenidas de Natal, a avenida Hermes da Fonseca. Uma área de intenso movimento porque localiza-se vizinho ao maior hospital de urgência do Estado, o Walfredo Gurgel, e a menos de 500 metros de uma base fixa da PM-RN. Segundo a Polícia Militar, os seguranças foram rendidos e os caixas arrombados com um maçarico. Ninguém foi preso.


Arrombadores e traficantes são presos em Natal

A Polícia Civil desarticulou duas quadrilhas que atuavam em Natal — uma de traficantes de drogas e outra de arrombadores de carros. Com  os traficantes, na noite dessa terça-feira, os policiais apreenderam 20 kg de maconha e 2,7 kg de cocaína, numa operação denominada “Terra Quente. Quatro pessoas foram presas, três delas no numa área conhecida como Alto da Torre, no bairro da Redinha, zona norte da capital.

A quadrilha usou dinheiro do tráfico para comprar seis imóveis, segundo a Polícia civil, em coletiva na manhã de ontem na Delegacia Geral de Polícia. A operação teve início depois de uma denúncia sobre tráfico de drogas, quando um bandido (identidade preservada) foi preso no bairro do Planalto e, através dele, a Polícia Civil chegou a outros três suspeitos de envolvimento com o tráfico — Josuilly José Sousa dos Santos, 22 anos, Emanuel Silva dos Santos, 23, e Valéria de Oliveira Gabriel, de 19 anos.

Na casa onde os três foram presos, no Alto da Torre, os policiais encontraram a droga e apreenderam também um revólver, dois carros e duas motocicletas. As casas, supostamente compradas com dinheiro do tráfico, serviriam de bases à quadrilha, disseram os delegados que participaram da coletiva.

Em outra operação, esta na manhã de ontem, equipes da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (Defur), detiveram um homem identificado como Antônio Nogueira de Góis, de 35 anos, mais conhecido como “Toinho”. Ele é suspeito de praticar uma série de arrombamentos a carros em Natal.

De acordo com informações do delegado titular da Defur, Atanásio Gomes,  a “Operação Midas” aconteceu em cumprimento a mandados de busca e apreensão na residência do suspeito, localizada no bairro de Nova Parnamirim, onde ocorreu a prisão.

A prisão é consequência da investigação de um arrombamento de veículo praticado dentro do estacionamento do shopping Midway Mall, em julho deste ano, onde foi levado R$ 700 mil em joias. Parte do material estava na casa de Antônio Nogueira, e outros objetos localizados na residência de um comparsa  em Parnamirim.

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