Brasil amplia número de milionários

Publicação: 2018-03-14 00:00:00 | Comentários: 0
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O número de milionários no Brasil volta a subir, depois de um período de queda que coincidiu com a recessão no Brasil. Num informe publicado nesta terça-feira, 13, a consultoria Knight Frank apontou que o País contava ao final do ano passado com 43,7 mil pessoas com uma fortuna superior a 5 milhões de dólares.

Até 2022, conforme projeção do Knight Frank, número de milionários no Brasil será de 54,7 mil
Até 2022, conforme projeção do Knight Frank, número de milionários no Brasil será de 54,7 mil

Em 2012, o total de milionários brasileiros somava 58,3 mil pessoas. Mas o número caiu para 34 mil em 2016, em parte também por conta da desvalorização do dólar. A recuperação de 28% em apenas um ano deu ainda uma indicação aos especialistas de que essa tendência de alta pode ser mantida e que, até 2022, 54,7 mil brasileiros poderão ser considerados como milionários.

O número de brasileiros com uma fortuna acima de 50 milhões de dólares também cresceu. Eles eram 3,2 mil em 2012. Mas o total caiu para 1,8 mil em 2016. Ao final do ano passado, essa taxa já era de 2,3 mil. No mundo, o aumento de milionários foi de 9% em 2017, atingindo um total de 2,5 milhões de pessoas. Uma das expansões mais fortes foi a dos russos, com uma alta de 30%, chegando a 38 mil.

Em termos regionais, a América do Norte continua liderando em número de ricos, com 44 mil pessoas com uma renda superior a 50 milhões de dólares. Mas a Ásia já superou a Europa na segunda colocação, com 35,8 mil pessoas nessa situação financeira. Até 2022, o continente asiático deve se aproximar aos números dos americanos.

A previsão é de que o número de “ultra-ricos" na China dobre em apenas cinco anos. Hoje, são 207 mil pessoas com ativos acima de 5 milhões de dólares. Em 2022, esse número irá superar a marca de 425 mil.

Os americanos, porém, continuarão a liderar, com 1,1 milhão de pessoas nessa categoria. O estudo que aponta para um mercado em expansão para a gama de luxo e imobiliário não faz qualquer tipo de referência à concentração de renda, denunciada por ONGs como Oxfam e outras nos últimos anos.


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