Brasil apresenta “mapa” de US$ 269 bi em investimentos

Publicação: 2016-09-03 00:00:00 | Comentários: 0
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Cláudia Trevisan
e Fernando Nakagawa
Enviados especiais


Xangai (AE) - Na tentativa de atrair investidores chineses para o Brasil, especialmente na área de infraestrutura, o governo apresentou em Xangai um "cardápio" de oportunidades que devem demandar aportes de US$ 269 bilhões até 2019. Entre os setores que vão precisar de investimentos, e que devem ser concedidos à iniciativa privada, estão petróleo e gás, energia, ferrovias, telecomunicações, estradas, saneamento e aeroportos.
Beto Barata/PROs ministros das Relações Exteriores, José Serra (e), da Fazenda, Meirelles, e o presidente Temer com o presidente da China, Xi JinpingOs ministros das Relações Exteriores, José Serra (e), da Fazenda, Meirelles, e o presidente Temer com o presidente da China, Xi Jinping

Durante palestra no Seminário Brasil-China, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que, ao contrário de outros países emergentes e muitas das economias desenvolvidas, o Brasil continua com demanda por serviços melhores. Isso gera um grande mercado para novas infraestruturas e evita algumas cenas como ferrovias subutilizadas ou aeroportos sem voos.

O tema dos investimentos chineses no Brasil também foi tratado pelo presidente Michel Temer em seu encontro com o presidente chinês, Xi Jinping. Entre os pedidos de Temer estavam a ampliação de compras de aviões da Embraer, financiamentos à Petrobras e aumento de investimentos em obras de infraestrutura

Xi Jinping manifestou simpatia aos pleitos e tomou a iniciativa de dizer que seu país pretende importar mais carnes do Brasil - o que seria outro item da lista de Temer. Os dois presidentes se reuniram por 40 minutos na cidade de Hangzhou, a 160 quilômetros de Xangai, onde o chinês receberá a partir de domingo os líderes do G-20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo.

Temer iniciou o encontro com a observação de que havia assumido a Presidência de maneira definitiva na quarta-feira, 31, e a ressalva de que o processo de afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff seguiu os procedimentos estabelecidos na Constituição. Segundo o ministro das Relações Exteriores, José Serra, o anfitrião chinês manifestou "grande confiança" na estabilidade política do Brasil e na capacidade de recuperação de sua economia.

A expectativa de atrair investimentos chineses em infraestrutura também esteve no centro da visita do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva à China, em 2004. O governo apostava que a crescente demanda chinesa por minério de ferro e soja estimularia investimentos em grandes obras de transportes e logística, que poderiam facilitar o escoamento e baratear o custo das commodities. Mas poucos projetos saíram do papel.

Serra disse ainda que o Brasil gostaria de vender bens agrícolas de maior valor agregado à China, mas enfrenta uma "escalada tarifária" que privilegia os produtos não processados. Enquanto o farelo de soja paga tarifa de 5%, disse, o óleo de soja está sujeito a alíquota de 9%.

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