Brasil cai seis posições em ranking

Publicação: 2016-09-28 00:00:00
O Brasil caiu seis posições de 2015 para 2016 e registrou sua marca mais baixa no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial - que no Brasil é elaborado em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). O País ficou em 81º lugar na atual edição, dentre os 138 pesquisados, o pior desempenho desde a mudança de metodologia, que começou a valer em 1998.
O Brasil piorou em questões como ambiente econômico e tamanho do mercado, em relação a 2015
Segundo a FDC, a queda do Brasil no ranking reflete sinais claros da forte crise econômica e declínio da produtividade vividos pelo País, resultando em menor sofisticação dos negócios e baixo grau de inovação. "O Brasil se distancia de forma significativa dos demais países do grupo dos Brics e do G-20 e perde espaço internacional", diz a entidade em nota.

De acordo com o relatório, os principais fatores por trás dessa tendência de perda de competitividade brasileira são aqueles ligados à atual conjuntura política, mas também dados relacionados a questões estruturais e sistêmicas. "Fatores da conjuntura presente, como a crise econômica e política que vem se deteriorando desde 2014, estão associados a fatores estruturais e sistêmicos, como sistema regulatório e tributário inadequado, infraestrutura deficiente e baixa produtividade, que resultam em uma economia fragilizada e incapaz de promover avanços na competitividade interna e internacional sem maior inserção no mercado mundial", afirma o texto.

Dos 12 pilares estudados, o Brasil caiu em seis deles. A maior queda foi em "Desenvolvimento do mercado financeiro", saindo do 58º lugar em 2015 para a 93ª posição em 2016. Em aspectos como "Ambiente econômico" também houve piora (de 117º para 126º). Já a maior alta foi em "Educação superior e treinamento" (da 93ª colocação em 2015 para a 84ª posição em 2016).

Juros
Para a FDC, a queda na avaliação do "Ambiente econômico" no Brasil já era prevista. "Com uma dívida pública de R$ 4 trilhões perspectiva de queda na arrecadação geral, inflação que pouco responde a estímulos e alta nos juros, já eram esperadas perdas fundamentais nesse pilar." Já os ganhos em "Infraestrutura" são vistos como reflexo dos investimentos feitos para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

No caso do "Desenvolvimento do mercado financeiro", que teve uma queda de 35 posições, o documento aponta que pesou a retração do crédito, aumento dos juros e elevação da inadimplência, dentre outros fatores que denotam maior interferência do Estado sobre o sistema bancário. "A recessão, de fato, diminui a demanda por moeda e por consequência do serviço bancário. O cenário desfavorável agrava ainda mais a expectativa de lucros para o setor financeiro".

SAIBA MAIS
138 países pesquisados
81ª - é a posição do Brasil. No ranking anterior, estava na 75ª.

Dos 12 pilares estudados, o Brasil caiu em seis deles. Confira abaixo:

Onde o país piorou:
(Queda em relação a 2015)
Desenvolvimento do mercado financeiro: de 58º para 93º 
Sofisticação dos negócios: de 56º para 63º
Inovação: de 84º para 100º
Ambiente econômico: de 117º para 126º
Prontidão tecnológica: de 54º para 59º
Tamanho do mercado: de 7º para 8º

Onde o país melhorou:
(Avanço em relação a 2015)
Educação superior e treinamento: de 93º para 84º
Eficiência do mercado de trabalho: de 122º para 117º
Saúde e educação primária: de 103º para 99º
Infraestrutura: de 74º para 72º
Instituições: de 121º para 120º.

OBS: No quesito "Eficiência do mercado de bens", o País ficou estável no 128º lugar, o último do ranking global.

Os 5 países mais competitivos
1 -      Suíça*
2 –     Cingapura
3 -     Estados Unidos
4 -     Holanda
5 –     Alemanha
*A Suíça lidera a lista pelo oitavo ano seguido.

Os 5 países menos competitivos
1 –     Iêmen
2 –     Mauritânia
3 –     Chade
4 –     Burundi
5 -     Malaui