Brasil chega aos 10% de vacinados com a 1ª dose

Publicação: 2021-04-08 00:00:00
A quantidade de pessoas vacinadas contra a covid-19 com ao menos a primeira dose no Brasil chegou a 21.445.683 ontem, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. O número representa 10,13% do total da população brasileira. A porcentagem foi alcançada 79 dias após o início da campanha de vacinação nos Estados, no dia 18 de janeiro. A data marcou o começo da distribuição das doses para as capitais, ainda que nem todas tenham começado a aplicá-las no mesmo dia. Nas últimas 24 horas, 617.285 pessoas receberam a primeira dose.

Créditos: THOMAS SANTOS/MYPHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOMovimentação de idosos que tomam vacina contra a covid-19Movimentação de idosos que tomam vacina contra a covid-19

Entre os 21,4 milhões, 6.065.854 pessoas receberam a segunda dose, o que representa 2,86% da população com a imunização completa. Nas últimas 24 horas, 184.462 pessoas receberam essa dose de reforço. Somadas as primeiras e segundas doses, o Brasil aplicou no último dia 801.747 doses, segundo dados fornecidos por 23 Estados.

Em termos proporcionais, o Mato Grosso do Sul é o Estado que mais vacinou sua população até aqui: 13,45% dos habitantes receberam ao menos a primeira dose. A porcentagem mais baixa é encontrada no Mato Grosso, onde 6,31% receberam a vacina. Em números absolutos, o maior número de vacinados com a primeira dose está em São Paulo (5,2 milhões), seguido por Minas (2 milhões) e Bahia (1,85 milhão).

A Câmara dos Deputados concluiu ontem a votação do projeto que permite a aquisição privada de vacinas sem a necessidade do aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O texto-base já havia sido aprovado na noite desta terça-feira, 6, e agora a proposta deverá seguir para análise do Senado. Foram 317 votos a favor e 120 contra.

Nenhuma das quatro fabricantes de vacinas contra a covid-19 aprovadas no Brasil planeja negociar a venda do produto para o setor privado. Em notas enviadas ontem as farmacêuticas Pfizer, Janssen, AstraZeneca e o Instituto Butantan destacaram que têm contratos com o governo federal e priorizam o fornecimento de imunizantes contra o novo coronavírus para o setor público.