Brasil ganha duas medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze na Olimpíada Internacional de Química

Publicação: 2018-07-29 08:41:00
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Os estudantes brasileiros Vinícius Figueira Armelin, 16, de São Paulo (RN), e Ivna de Lima Ferreira Gomes, 17, de Fortaleza (CE), foram premiados com medalhas de ouro na 50ª Olimpíada Internacional de Química, em cerimônia realizada na Casa Rudolfinum, sede da Orquestra Filarmônica da República Checa, que contou com a participação da Ministra da Educação, Juventude e Esportes da República Checa, Karolína Gondková; do Reitor da Universidade de Química e Tecnologia de Praga, Karel Melzoch; e da Vice-reitora da Comenius University de Bratislava, Zuzana Kociová. Este é o primeiro ouro brasileiro na história da Olimpíada Internacional de Química.

Créditos: DivulgaçãoOuroOuro

O estudante João Víctor Moreira Pimentel,16 anos, ficou com uma medalha de prata e Orisvaldo Salviano Neto, 17 anos, leva para o Brasil um bronze. Ambos são do Ceará e também integraram a equipe brasileira na Olimpíada Internacional de Química de 2017. Ao todo foram premiados 198 estudantes - 95 com medalhas de bronze; 65 com prata; e 35 com ouro. Dez jovens receberam menções honrosas por desempenhos específicos.

Segundo os líderes da equipe brasileira, José de Arimatéia Lopes, Reitor da Universidade Federal do Piauí, e Fabiano Gomes, professor Doutor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, esta é a coroação de um trabalho árduo, que exige extrema dedicação e muitas horas de estudo diário. Segundo Arimatéia, como é conhecido entre seus pares, “a Olimpíada de Química tem sido uma ferramenta altamente eficiente para cativar o interesse científico de jovens brasileiros, que, medalhistas, tornam-se uma referência positiva para todos os demais estudantes. Estamos muito orgulhos de nossa equipe e dessa conquista grandiosa para o país”, afirma o Reitor da UFPI.

Segundo Daniel Lavouras, diretor do Instituto Vertere, que fomenta Olimpíadas do Conhecimento no Brasil e patrocinador da Olimpíada Brasileira de Linguística, um desempenho inédito como este pode chamar atenção de mais alunos e professores para o poder das Olimpíadas do Conhecimento. "As Olimpíadas do Conhecimento tem potencial para ser um grande catalisador da transformação da educação brasileira. Eventos como o que presenciamos hoje em Praga são extremamente motivadores e os alunos olímpicos voltam ao país como multiplicadores da experiência vivida. Nossos medalhistas tornam-se uma referência para os demais estudantes", comenta.

Os 304 estudantes de 76 países, organizados em times de quatro, foram foram submetidos a provas prática e teórica individuais, cada uma com duração de 5h30min. O teste prático contou com três exercícios - síntese de composto orgânico; análise química de água mineralizada característica da região e uma questão de cinética química.  A prova teórica contou com oito exercícios enunciados em uma brochura que continha 57 páginas.

Este ano a Olimpíada Internacional de Química foi realizada em dupla sede - nas cidades de Bratislava (SK) e Praga (CZ). A motivação para a escolha de dupla sede está relacionada ao início de tudo: a primeira Olimpíada Internacional de Química, realizada em 1968, foi na extinta Tchecoslováquia, que, em 1993, dissolveu-se pacificamente dando origem à Eslováquia e à República Checa.

Também em Praga, neste momento acontece a Olimpíada Internacional de Linguística, iniciada em 26 de julho com término na próxima segunda-feira, 30. Nesta competição, o Brasil é representado por oito alunos de duas equipes e a expectativa de novas medalhas é também grande.