Brasil recebe a chama olímpica

Publicação: 2016-04-28 00:00:00
A exatos 100 dias para o início dos Jogos do Rio, a chama olímpica finalmente chegou às mãos do Brasil. A cerimônia no Estádio Panatenaico, em Atenas, foi realizada ontem e marcou o fim da passagem da flama pela Grécia para, enfim, ser entregue ao presidente do Comitê Olímpico do Brasil e do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, Carlos Arthur Nuzman.
Carlos Nuzman, presidente do COB, recebe a tocha do presidente do Comitê Grego, Spyros Capralos
Da Grécia, onde percorreu 27 cidades e foi conduzida por 450 pessoas, a chama olímpica seguiu para a Suíça, onde passará pela sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, e desembarca em Brasília na próxima terça-feira, quando terá início o revezamento que percorrerá 329 cidades, incluindo todas as capitais estaduais. Durante 95 dias, cerca de 12 mil condutores carregarão a chama olímpica no traçado de mais de 20 mil quilômetros.

Com o início da contagem regressiva para realização da Rio-2016  iniciada ontem, quando calendário marcou 100 dias para largada dos Jogos, no Rio Grande do Norte os eleitos para participar da passagem da Tocha nas cidades locais também já começam a viver a expectativa de poder colocar a mão no símbolo Olímpico. Dia 4 de junho a tocha chega ao estado, quando passará pelos municípios de São José de Mipibu, Parnamirim e Natal. No dia seguinte, 5, segue para Lajes, Angicos, Assu e Mossoró, de onde pegará o rumo do Ceará onde entrará por Aracati.

Dentre os potiguares convidados para participar da cerimônia da passagem da Tocha Olímpica no estado, estão a jornalista Renata Moura, 30, editora de economia da Tribuna do Norte, que conduzirá a pira  em Natal.

Ela foi indicada pela operadora de telefonia Claro, apoiadora dos jogos Olímpicos 2016. Após o convite da empresa, a confirmação de que foi selecionada para o revezamento saiu no dia 15 de abril. “Estou curiosa e, claro, feliz de poder participar de um momento histórico, na primeira Olimpíada realizada no Brasil”, disse.

Marcelo Sena, 45 anos,  professor de Kung Fu, também foi selecionado e não esconde a satisfação com a oportunidade oferecida, uma vez que esse é o sonho de todo desportista. “Uma honra em fazer parte deste evento que favorece o esporte como inclusão social e une a todos. Divido esse acontecimento com todos os meus alunos, professores, instrutores, amigos e minha família pela dedicação aos meus objetivos alcançados”, ressaltou. 

Marcelo também foi escolhido por um dos patrocinadores dos Jogos, a Nissan. Ele participou de  uma relação de inscritos, mas vários alunos e professores das academias, nas quais dá aula de artes marciais, fizeram a campanha no site, e o professor confessou que realmente foi surpreendido com a escolha. “Só após o recebimento da camiseta do evento e varias ligações da organização é que veio cair a ficha. Considero essa uma grande homenagem ao meu esporte, o Kung Fu, que desde criança pratico com muito amor”, salientou Marcelo Sena.

Nuzman diz que Brasil fará história
Como já se tornou tradição, o Estádio Panatenaico, palco da primeira Olimpíada da era moderna em 1896, recebeu a passagem da chama. Depois de rodar por toda a Grécia, a flama agora é de responsabilidade brasileira. Mas antes de chegar ao País, ela ainda passará pela Suíça, onde ficará até a próxima terça-feira, para, só então, embarcar para o Brasil.

“O Rio está pronto para fazer história. O esporte é nosso mundo, a chama olímpica é nosso norte", disse Nuzman. "Nunca estamos sozinhos. Sem a ajuda do presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, e toda sua equipe, estaríamos sem rumo. Mas sabíamos que o governo e o povo brasileiros nos apoiariam."

Sem a presença da presidente Dilma Rousseff, que desistiu de ir à Grécia em meio à crise política no Brasil, Nuzman se tornou o representante do País na cerimônia, ao lado do ministro do Esporte, Ricardo Leyser. E o presidente do COB fez questão de exaltar o clima de união para os Jogos.

“Os Jogos Olímpicos pertencem a todos os povos, a todos os países e à humanidade. Queremos manter a promessa de fazer todas as pessoas participarem dos Jogos. O Brasil aguarda pela chama olímpica com paixão. Vamos levar a experiência olímpica a todos os cantos do País, que é bonito por natureza", comentou.

O evento realizado ontem seguiu o tradicional protocolo repetido a cada edição da Olimpíada. Com bandeiras da Grécia e do Brasil posicionadas no centro do estádio, crianças interpretaram os hinos nacionais de ambos os países, além do olímpico. Houve apresentação de músicas e danças típicas das duas nações.