Brasil ressurge depois de estar à beira do socialismo, diz Bolsonaro na ONU

Publicação: 2019-09-24 11:56:00
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Em um discurso de aproximadamente meia hora, o presidente Jair Bolsonaro fez sua estreia na Assembleia Geral da ONU sem começar seu pronunciamento focando na questão climática, principalmente no que tange a questão das queimadas na Amazônia. Bolsonaro iniciou sua fala citando que assumiu um País que estava "à beira do socialismo", fortemente influenciado por Cuba e Venezuela, de acordo com ele.
Créditos: Reprodução/ONUBolsonaro discursa em Assembleia Geral da ONUBolsonaro discursa em Assembleia Geral da ONU
Bolsonaro discursa em Assembleia Geral da ONU

"Lhes apresento um novo Brasil, que ressurge depois de estar à beira do socialismo" foi a frase escolhida pelo presidente para iniciar o discurso, logo depois dos agradecimentos a Deus por sua vida e de dizer que iria "restabelecer a verdade".

Bolsonaro ainda mencionou que o Brasil não colabora mais com a ditadura cubana após o cancelamento do programa Mais Médicos, que visava a interiorização de médicos cubanos no País.

O presidente citou, ainda, a Venezuela como exemplo a não ser seguido pelo Brasil. "Outrora democrática, hoje nossos vizinhos venezuelanos experimentam a crueldade do socialismo" que, de acordo com ele, é mantido por agentes do regime cubano que controlam a sociedade local, acrescentando que a história mostra esses agentes infiltrados.

Sobre a situação na Venezuela, Bolsonaro ainda citou que o Brasil trabalha com os Estados Unidos para restabelecer a democracia em solo venezuelano. Finalizando o bloco sobre socialismo de sua fala, o presidente ainda afirmou que o Foro de São Paulo, "organização criminosa criada por Fidel (Castro, ex-presidente de Cuba), Lula (Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil) e Chávez (Hugo Chávez, ex-presidente da Venezuela)", precisa ser combatido.

Amazônia

Em sua fala, brasileiro também afirmou que a Amazônia está sob um "ataque sensacionalista", defendeu a criação de um "Novo Brasil e atacou diversos opositores de sua gestão.

Bolsonaro disse ter compromisso com a preservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável e afirmou que a floresta está "praticamente intocada". Defendendo a soberania nacional, o presidente criticou a mídia internacional, a qual atribui "ataques sensacionalistas", e os governantes de outros países que se posicionaram contra sua política ambiental.

Bolsonaro ainda aproveitou para ressaltar que o Brasil não irá aumentar as áreas de reservas indígenas e atacou o cacique Raoni Metuktire, que segundo ele é uma "peça de manobra" de entidades internacionais.

O presidente aproveitou o discurso para defender sua política de segurança pública, elogiando o Ministro da Justiça, Sérgio Moro. Bolsonaro disse desejar "um mundo onde não haja impunidade, esconderijo ou abrigo para criminosos e corruptos."

Confira discurso na íntegra aqui.





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