Brasil tem novo recorde de mortes

Publicação: 2020-04-09 00:00:00
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André Borges e Julia Lindner
Agência Estado 

BRASÍLIA (AE) — Pelo segundo dia consecutivo, o Brasil registrou recorde de mortes decorrentes do novo coronavírus. Em 24 horas, foram 133 óbitos. No total, ao menos 800 pessoas foram vítimas da doença no País. Com isso, o índice de letalidade chegou a 5%. O número de casos confirmados de covid-19, por sua vez, passou de 13.717 para 15.917, conforme os dados oficiais do Ministério da Saúde. Foram 2.200 novos casos notificados nas últimas 24 horas. Há pessoas infectadas em todos os Estados brasileiros. Só Tocantins não registrou morte por covid-19 até este momento.

Créditos: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDOLuiz Henrique Mandetta, Ministro da Saúde, e seus auxiliares apresentaram os números atualizados sobre o coronavírus no paísLuiz Henrique Mandetta, Ministro da Saúde, e seus auxiliares apresentaram os números atualizados sobre o coronavírus no país


Das 800 mortes, 655 tiveram investigação concluída, sendo a maioria das vítimas homens. Em relação à faixa etária, 77% dos óbitos eram de pessoas acima de 60 anos. Segundo o Ministério da Saúde, 38 pessoas entre 20 e 39 anos morreram em decorrência da covid-19.

A pasta registrou que 75% dos pacientes que morreram apresentavam pelo menos um fator de risco (306 tinham cardiopatia, 240 diabete e 55 sofriam de doença neurológica). Apenas 25% não apresentavam comorbidades. Desses, 34% tinham menos de 60 anos.

Wanderson Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde, apresentou os dados e observou que o Brasil está em 14.º lugar em número de casos confirmados no mundo, em 12.º em mortes e em 8.º quanto à taxa de letalidade para a covid-19. Desde o começo do ano, o ministério relatou 34.905 hospitalizações por síndrome respiratória aguda grave. Mas, desde o primeiro caso do novo coronavírus no País, foram 31.451 internações, das quais 11% foram por covid-19.

Em coletiva ontem, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reiterou a necessidade de isolamento social. Mas evitou falar em multas ou advertências pelo seu descumprimento. "Não temos poder de polícia, não somos donos dos destinos das pessoas. Temos a obrigatoriedade, por missão, de dizer às pessoas (o que fazer). Nós monitoramos, estamos colocando tudo que temos de melhor para que eles (Estados e municípios) tomem as melhores decisões com os números que eles tiverem, com base em disciplina, foco e ciência", disse.

O ministro lembrou ainda os grupos antivacina, que vão contra as recomendações de imunização, mas agora já estariam vendo a necessidade de vacina para a covid-19.

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