Brasileiros inovam no trajeto Noronha-Natal

Publicação: 2018-01-18 00:00:00 | Comentários: 0
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Viajar até Fernando de Noronha no menor barco de que se houve registro na história da vela brasileira. Esse é um dos intuitos do projeto “Noronha13pés”, idealizado pelos brasileiros Felipe Ludovice e Nicola Maniglia, que finalizaram a expedição na última terça-feira.

Créditos: DivulgaçãoFelipe Ludovice e Nicola Maniglia desfiaram as forças do marFelipe Ludovice e Nicola Maniglia desfiaram as forças do mar

           Felipe Ludovice e Nicola Maniglia desfiaram as forças do mar

Como o próprio nome do projeto diz, o barco possui apenas 13 pés de comprimento, o que equivale a um tamanho de quase quatro metros. Os velejadores saíram de Praia Bela, ao sul de João Pessoa, no dia 02 de janeiro às 19h e desembarcaram na ilha de Fernando de Noronha seis dias depois, às 18h. De lá, seguiram viagem até as terras potiguares,  chegando em Barra de Maxaranguape na última segunda-feira, às 14h.

A princípio, pode parecer simples fazer o trajeto pela costa oceânica com um barco com duas pessoas já experientes na condução do leme. No entanto, Nicola Maniglia conta que não foi tão fácil assim.

“É o tempo todo tomando água na cara. O tempo todo você está exposto ao extremo da natureza. Você vai sentir mais frio à noite. Você não tem lugar abrigado para ficar. E o barco pequeno tem muita chance de capotar. O mastro caiu na ida, tudo isso gerou bastante receio da gente conseguir realizar a viagem, os cascos estavam enchendo de água”, comentou.

Nicola inclusive, pode se considerar um filho do mar. Ele nasceu no Caribe, quando os seus pais faziam uma expedição desafiando as águas oceânicas e seguiam o amor pela prática da vela.

Esse e outros fatores fizeram com que o “caribenho” radicado em Brasília mergulhasse de cabeça no projeto proposto pela empresa Ton Cat, que além de realizar a travessia rumo à Fernando de Noronha num barco de apenas 13 pés, patrocinado por eles, pretendia difundir o esporte da vela oceânica no Brasil.

“Nós temos oito mil quilômetros de costa e temos o menor número de barcos do mundo. Ter barco no Brasil é muito caro e fazer num barco pequeno [a travessia] estamos mostrando que é possível. Tem o apelo dele ser o menor barco, mas não é só isso. É factível desde que tenha planejamento, tenha treinamento adequado para que você possa alçar grandes voos pela costa brasileira com pequenas embarcações”, contou o entusiasmado velejador.



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