Buscas por militar desaparecido no Potengi serão retomadas neste sábado

Publicação: 2017-08-12 00:00:00 | Comentários: 0
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Yuno Silva
Repórter

A Polícia Civil já admite a possibilidade do subtenente da reserva Amauri Soares ter sido assassinado enquanto pescava no Rio Potengi. O barco usado por Soares e outras duas pessoas foi abordado a tiros por bandidos  nas proximidades da comunidade ribeirinha do Passo da Pátria, zona Leste de Natal, por volta das 21h da noite de quinta-feira (10). O delegado que acompanha o caso, Matheus Trindade, informou que “os depoimentos colhidos levam a crer nessa hipótese”. Foram ouvidas seis pessoas: o menor apreendido, suspeito de ter participado da abordagem aos pescadores; quatro testemunhas; e uma das vítimas, que reconheceu o menor – o suspeito foi ferido no braço durante a operação policial e levado para atendimento no Pronto Socorro Clóvis Sarinho. 

Apesar das intensas buscas no rio Potengi, ontem, o corpo de Amauri Soares não foi localizado
Apesar das intensas buscas no rio Potengi, ontem, o corpo de Amauri Soares não foi localizado

“Os depoimentos foram suficientes para manter o adolescente apreendido na DEA (Delegacia Especial de Atendimento ao Adolescente). E como há a possibilidade do envolvimento das outras três pessoas serem maiores de idade, será instaurado inquérito da DHPP (Delegacia de Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa)”, adiantou Trindade.

As buscas pelo corpo do subtenente Soares serão retomadas às 7h30 deste sábado. Lanchas do Corpo de Bombeiros e da Capitania dos Portos, embarcações civis e dois jet-skys participaram das buscas durante toda a tarde de ontem. “Temos relatos informando onde devemos concentrar nossas buscas”, adiantou o Capitão Roberto, do Corpo de Bombeiros, oficial responsável pelos trabalhos no rio.  De acordo com o Capitão, as equipes de busca encontraram um um pedaço do remo utilizados pelos pescadores em área de manguezal, na margem esquerda do Potengi, lado oposto da base naval do Alecrim.

Sete bombeiros militares participaram das buscas ontem, número que deverá ser mantido na manhã de hoje. Policiais do BPChoque e do 1º Batalhão da Polícia Militar realizaram diligências em busca de suspeitos e pistas sobre o caso.

De acordo com o Comandante do Policiamento Metropolitano, coronel Zacarias Mendonça, os criminosos abriram fogo contra os três pescadores por acharem que eram inimigos que estavam chegando à região do Passo da Pátria. “O subtenente tem o hábito de pescar ali no rio”, afirmou Mendonça. Os policiais chegaram a revidar e se jogaram na água para tentar fugir.

O subtenente Amauri Soares estava acompanhado pelo sargento João Maria da Silva, também da reserva, e de um civil. Ao serem abordados, os três tentaram fugir pulando na água: o  civil alcançou uma área de mangue próximo de onde fica o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar.

O sargento Silva foi resgatado e levado para o Hospital Santa Catarina por volta das 22h, uma hora após o confronto. Ele estava escondido em um viveiro de camarão, na comunidade Beira do Rio, na zona Norte.

O sargento Silva ainda não prestou depoimento à Polícia Civil: “Ele não tinha condições psicológicas, estava muito abalado emocionalmente, em estado de choque”, informou o delegado Matheus Trindade. Com a pressão alterada, o militar aposentado também foi levado para o hospital.

Conflito entre facções
Como não houve tentativa de assalto, a suspeita, de acordo com informações da polícia, é que o incidente tenha sido motivado por conflitos entre membros de facções criminosas rivais. Os pescadores podem ter sido confundidos com membros da facção criminosa inimiga da facção instalada no Passo da Pátria e que os três estariam tentando localizar o esconderijo da facção rival.

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