Câmara adia leitura do parecer sobre Temer

Publicação: 2017-07-15 00:00:00 | Comentários: 0
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Brasília (AE) - A base aliada do governo não conseguiu manter 51 deputados em Brasília, para fazer a leitura do parecer aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que recomenda a rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer. Como apenas 24 parlamentares registraram presença na Casa, a sessão não pôde ser aberta e essa leitura foi adiada para segunda-feira, 17, último dia antes do recesso parlamentar.

A leitura é uma das etapas necessárias antes da votação no plenário, marcada para 2 de agosto. Somente depois de ser lido, o parecer poderá ser publicado no Diário Oficial da Câmara e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), será notificado para que possa incluir a denúncia na pauta de votação.

"Fazendo essa leitura é o prazo que se tem para intimar, inclusive, o presidente Michel Temer para esse processo estar maduro para ir a plenário. Então esse rito precisa ser cumprido até para um eventual questionamento", disse o deputado JHC (PSB-AL), que é terceiro-secretário da Câmara.

Agenda positiva
Depois da vitória na CCJ, o presidente Michel Temer vai tentar manter uma agenda de articulações e anúncios nas duas semanas de recesso para evitar debandada na base. Temer pediu aos ministros que façam levantamentos de programas e medidas que podem ser anunciadas.

A ideia, segundo uma fonte, é encontrar agendas que permitam que os deputados retornem no dia 2 de agosto com discurso de defesa do governo. O presidente orientou que a equipe econômica busque medidas que ativem a microeconomia. Nesta semana, o presidente conseguiu anunciar uma série de medidas e fez diversos eventos no Palácio do Planalto. Em seus discursos, Temer usou mais de uma vez o bordão: "Enquanto alguns protestam, a caravana passa, e a caravana está passando". Auxiliares afirmam que é com esse mote e reforçando a ideia de que o "Brasil não pode parar" que o presidente vai tentar reunir forças para continuar com o apoio da base.

Os partidos que formam o Centrão - PP, PR, PRB, PSD e PTB - conseguiram dar 100% de seus votos na CCJ contra a admissibilidade da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) que acusa o presidente de corrupção passiva, mas dificilmente o mesmo cenário se repetirá no plenário da Câmara. Os aliados do governo admitem focos de resistência em suas bancadas para votar a favor, até mesmo no PMDB, mas esperam que a dissidência seja mínima na votação que definirá o futuro de Temer.

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