Câmaras municipais do RN têm a maior participação de mulheres do Brasil

Publicação: 2021-03-04 10:32:00
As câmaras municipais potiguares possuem a maior participação de mulheres de todo o Brasil. De 1.607 vagas no Rio Grande do Norte nas eleições 2020, 350 foram ocupadas por mulheres. O número corresponde a 21,8% dos assentos de todos os parlamentos municipais do estado. Esse é um dos dados das “Estatísticas de Gênero: indicadores sociais sobre as mulheres no Brasil”, estudo divulgado nesta quinta-feira (4) pelo IBGE.

Créditos: DivulgaçãoRepresentatividade feminina nas câmaras municipais do RN é a maior do BrasilRepresentatividade feminina nas câmaras municipais do RN é a maior do Brasil

Na comparação com a eleição municipal anterior, o espaço feminino nas câmaras municipais do Rio Grande do Norte cresceu 0,6 ponto percentual. Em 2016, as vereadoras eleitas representam 21,2% dos parlamentares municipais norte-rio-grandenses. Naquele ano, o Rio Grande do Norte também liderou esse ranking seguido do Amapá (18,2%) e Piauí (16,9%).

Em 2020, as mulheres foram eleitas para 16% das vagas nas câmaras municipais de todo o Brasil. No Nordeste, a proporção feminina foi de 16,7%.

Câmara Federal

Apesar do crescimento no número de vagas ocupadas por mulheres na Câmara Federal, o Rio Grande do Norte permanece com a 5ª maior participação feminina entre as unidades da federação ao lado de outros quatro estados (Roraima, Tocantins, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul).

Na primeira edição deste estudo, em 2018, apenas uma mulher ocupava uma das oito cadeiras do estado na Câmara dos Deputados. Desta vez, são duas.

Para esta análise, o IBGE consultou os dados do Congresso Nacional durante o exercício do mandato. Nesta segunda edição, os dados foram acessados em 29 de setembro de 2020, portanto, depois da posse da deputada federal Carla Dickson (PROS) em 17 de junho 2020.

RN tem a menor participação de mulheres nas polícias do Brasil

Com a composição feminina de 5,3%, as polícias do Rio Grande do Norte possuem a menor proporção de mulheres de todo o Brasil. A posição não é novidade. Em 2014, as mulheres representavam 5,1% do total de servidores das Polícias Militar e Civil.

Em números absolutos, havia 549 mulheres de um total de 10.855 policiais ativos em 2014. Em dezembro de 2018, eram 483 mulheres de um efetivo de 9.063.

Quando se analisa apenas a Polícia Militar, a participação das mulheres é ainda menor: somente 2,4% do efetivo é feminino. São 183 mulheres em um total de 7.682 militares. Esses números também deixam o estado potiguar como o último na participação feminina nas Polícias Militares.

RN tem menor proporção de professoras universitárias do Norte e Nordeste

No Rio Grande do Norte, as mulheres são 46,2% da docência de ensino superior. Essa é a menor proporção do Norte e Nordeste ao lado do Amapá (46,2%). O percentual é próximo da média do Brasil (46,8%).

De acordo com o estudo do IBGE, as instituições de ensino superior potiguares têm 3.333 professoras e 3.888 professores. Os dados incluem universidades, centros universitários, faculdades e institutos federais. A maior proporção de professoras no ensino superior é da Bahia (51,8%). No outro extremo do ranking, aparece São Paulo (43,4%).

No RN, diferença entre desocupação de homens e mulheres é uma das menores do Brasil

A taxa de desocupação entre as mulheres potiguares é de 14,7%. Entre os homens, 11,5%. A diferença de 3,2 pontos percentuais é uma das menores na comparação com as outras unidades da federação. Apenas Santa Catarina (2,7 pontos percentuais) e Piauí (0,7 ponto percentual) têm diferenças menores. Em todos os estados e Distrito Federal, a desocupação é maior entre as mulheres.

No Brasil, 9,6% dos homens na força de trabalho estavam desocupados, enquanto 14,1% das mulheres estavam nessa situação em 2019, ano de referência desta análise.

Estudo

Em sua segunda edição, o estudo “Estatísticas de Gênero: indicadores sociais das mulheres do Brasil” reúne 43 indicadores formulados a partir de pesquisas do IBGE e de fontes externas (Tribunal Superior Eleitoral, Ministério da Educação e outras) para delinear um panorama nacional das desigualdades de gênero.