César Ferrario é indicado a prêmio teatral no Rio de Janeiro

Publicação: 2020-01-24 00:00:00 | Comentários: 0
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O ator e dramaturgo potiguar César Ferrario está concorrendo ao troféu de melhor diretor, pelo espetáculo “Meu Seridó”, no Prêmio Botequim Cultural de Teatro – concurso que premia as melhores estreias do ano no teatro carioca. O potiguar foi indicado por um júri especializado e agora o vencedor da categoria será definido pelo voto popular. A votação está aberta no site.

Créditos: DivulgaçãoFerrario concorre com nomes conhecidos, como Gabriel VillelaFerrario concorre com nomes conhecidos, como Gabriel Villela
Ferrario concorre com nomes conhecidos, como Gabriel Villela

A indicação veio depois de uma curta temporada de “Meu Seridó” na Caixa Cultural em 2019. Além de Ferrario, estão na disputa Daniel Herz, de “Cálculo Ilógico”, Gabriel Villela, de “Estado de Sítio”, Miwa Yanagizawa, de “Nastácia”, Renato Rocha, de “Eu, Moby Dick”, Rodrigo Portella, de “As Crianças”. A votação começou no dia 13 de janeiro e vai até 10 de fevereiro.

Está é a 8ª edição do Prêmio Botequim Cultural de Teatro, concurso criado pelo crítico Renato Mello. O prêmio está dividido em 23 categorias. Concorrem todos os espetáculos teatrais que estrearam na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2019.

O espetáculo “Meu Seridó” foi idealizado pela atriz Titina Medeiros. A estreia aconteceu em 2017. O texto é assinado por Filipe Miguez (autor da novela Cheias de Charme, da Globo), com direção de Ferrario. A peça lança novos olhares sobre a história da região potiguar. Fala sobre a condição da mulher no sertão, a extinção do indígena pela colonização europeia, a desertificação, e a luta diária pela sobrevivência como força bruta do sertanejo. Personagens como José de Azevedo Dantas, Pajé Cuó, o português Rodrigo de Medeiros, a Maria Paraibana e Josefa Menina são as personificação da história que transpassa o imaginário da região.

A narrativa não tem um compromisso histórico. Começa com uma menção ao plano mítico do Seridó, onde o Sol e a Terra disputam o amor de Chuva. A partir disso, ela transita pela história do Seridó em seus espelhamentos terrenos, desde a chegada do homem andino até a vinda do vaqueiro e do português.






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