Cadê a visão de futuro?

Publicação: 2019-09-12 00:00:00 | Comentários: 0
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Vicente Estevam/ jrvicente@tribunadonorte.com.br

Buscando se manter em silêncio em relação a alguns fatos administrativos do América, o ex-presidente Alex Padang aceitou conversar com a coluna sobre o novo acordo entre o clube e o Consórcio Arena das Dunas. Responsável por negociar o primeiro contrato, ele aponta que o maior erro dos membros do Conselho Deliberativo do Alvirrubro foi permitir a formalização de um acordo com vigência de apenas cinco anos, quando na verdade, ele defendia um prazo três vezes maior na ocasião. O cenário em que o documento foi costurado em 2014, era bem diferente do atual. O clube estava na Série B e também avançou até as quartas de finais da Copa do Brasil. No negócio o América recebeu R$ 2 milhões de luvas, ganhando ainda um repasse mensal de R$ 100 mil por mês, além de poder ainda negociar a venda de 1.500 cadeiras ao valor de um salário-mínimo cada. O repasse acertado com a Arena das Dunas, neste novo contrato, hoje foi reduzido pela metade e diferente da ocasião passada, o clube não recebeu um centavo de luvas, de acordo com o ex-presidente. Logo ele surge para contestar quem disse que om contrato atual foi formalizado nas mesmas bases do anterior. Para Alex Padang faltou visão de futuro as pessoas que dirigem o América, que jamais pensou na possibilidade de o clube viver um período de crise tão drástico e, não apenas parar, mas estacionar na Série D. Padang não acredita que a queda de braços entre o governo e o consórcio Arena das Dunas, onde o ente público se mostra disposto a reduzir o valor do repasse mensal assinado por ocasião da implantação da PPP (Parceria Público-Privado) entre a empresa OAS e o Estado, não tenha tido tanto peso nessa nova negociação, Padang apenas espera que fatos como esses sirvam para abrir a cabeça de parte dos conselheiros, que na hora de uma votação importante necessitam estudar o tema para não acabar tendo um grande motivo de arrependimento num futuro próximo.

Novo foco
Independente do resultado da ação movida contra o Treze-PB que, em caso de vitória no STJD, pode mudar o destino do clube dentro do Brasileirão do próximo ano. O estrago no ABC já está feito. Na ânsia de conquistar a salvação da equipe dentro de campo, a diretoria estourou todas as perspectivas orçamentárias prevista para 2019 e sabe que as projeções de gastos para próxima temporada serão bem reduzida. As rescisões contratuais realizadas estão sendo parceladas a perder de vista, as dívidas trabalhistas, já negociadas e que estavam perto da casa dos R$ 11 milhões, não podem registrar atrasos nas parcelas, sob pena de uma rescisão de acordo e a possível penhora do Frasqueirão pelo Tribunal do Trabalho. Tudo isso colocado na ponta do lápis vai obrigar o clube a ser mais previdente em relação aos investimentos no futebol. Logo a torcida não deve esperar grandes contratações para 2020.

Alerta
Encarando a realidade do cenário mais trágico para o futebol potiguar, com todos os seus clubes que disputam o Brasileirão na Série D, o Estadual de 2019 terá uma importância ímpar para o trio ABC, América e Globo. É que para não correr o risco de em 2021 ficar em atividade apenas durante o período do Campeonato Potiguar, como a maioria dos nossos clubes, as três maiores equipes do estado vão ter de travar uma luta grande para chegar nas duas primeiras colocações do certame. Mesmo que ainda ostentem o crédito de gigantes, abecedistas e americanos não podem menosprezar o crescimento do Globo, que hoje já possui cacife de disputar qualquer campeonato de igual para igual com essa dupla. Se a Série D é considerada um purgatório, o verdadeiro inferno ronda a vida dos torcedores desses clubes.

Chelique
O Paysandu cumpriu a ameaça e ingressou no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com o pedido de impugnação da partida contra Náutico, pelas quartas de final da Série C do  Brasileiro e que findou com o acesso dos pernambucanos na disputa de pênaltis. No documento a diretoria do Papão destaca a marcação de um pênalti inexistente a favor do Náutico aos 49 minutos do segundo tempo pelo árbitro Leandro Pedro Vuaden e ressalta que, a interpretação errada do árbitro alterou completamente o resultado da partida e o destino das equipes. Vale salientar que em 1991 os paraenses comemoravam o fato de ter eliminado o ABC, em condições idênticas, num jogo no Estádio da Curuzu, onde aconteceu de tudo em benefício do Paysandu, hoje são eles quem derramam as lágrimas da “injustiça”. Para os paraenses a única certeza que se tem é que o árbitro cometeu um gravíssimo e claro erro de direito, pois deixou de aplicar a regra, seja por descuido, falta de conhecimento ou qualquer outro motivo.

Indefinido
A ação que o ABC move contra o Treze-PB e com a qual pode escapar do rebaixamento sofrido dentro de campo, para Série D, ainda não teve o julgamento agendado pela segunda Comissão Disciplinar do Tribunal. Os representantes abecedistas tinham a expectativa que a mesma entrasse na pauta de julgamentos prevista para o dia 17 de setembro, mas ela não está relacionada entre os processos que irão a julgamento. O vice-presidente jurídico do ABC, José Wilson, acompanha tudo de Chicago, nos EUA, onde chegou no último dia 10. Como ainda não existe um prazo determinado para o julgamento da questão, agora, o próprio José Wilson pode representar o clube potiguar no STJD.

Casa cheia
A torcida do Flamengo dá mais uma prova de força. O clube que abriu o primeiro lote de venda para o segundo confronto da semifinal da Libertadores, contra o Grêmio, precisou apenas de duas horas para bater a venda de 25.100 ingressos do duelo que vai definir o clube brasileiro na final da competição. A partida está prevista para o dia 23 de novembro, portanto ainda faltam 41 dias para a  disputa do mata-mata entre cariocas e gaúchos no Maracanã.





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