Cade aprova com restrições compra da GVT pela Telefónica

Publicação: 2015-03-26 00:00:00 | Comentários: 0
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Brasília (AE) - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou ontem, com restrições, a compra da operadora de televisão por assinatura, telefonia fixa e banda larga GVT pela Telefónica - empresa espanhola que controla a operadora brasileira Vivo. O caso foi analisado pelo Cade em apenas quatro meses. A transação avaliada em 7,2 bilhões de euros foi aprovada por unanimidade pelo tribunal de defesa da concorrência.

Foram firmados três Acordos em Controle de Concentrações (ACC) entre as empresas, com uma série de “restrições comportamentais” Entre os principais pontos dos acordos, está o “desinvestimento” que será feito pela Telefónica. A empresa espanhola vai repassar uma participação de 8,3% detida no capital social Telecom Itália para a francesa Vivendi, agora ex-proprietária da GVT. A companhia italiana controla no Brasil a TIM Participações e a Intelig - o que gera conflito de interesses envolvendo a Vivo.

Outros 6,5% dos papéis da Telecom Italia sob controle da Telefónica, na forma de debêntures, serão vendidos em quatro meses a partir da assinatura do ACC com o Cade. Já a francesa Vivendi se comprometeu a não manter conselheiro na administração da Telefónica no Brasil e a vender sua participação acionária na espanhola, incluindo presença na Vivo

Presidência
O fundador da GVT, Amos Genish, será o novo presidente da Telefônica no Brasil, assumindo o lugar do executivo Antônio Carlos Valente, que estava à frente da operadora desde 2007.

O anúncio foi feito também ontem, logo depois que o Cade autorizou a compra da operadora de televisão por assinatura, telefonia fixa e banda larga GVT pela Telefônica. No comunicado enviado ao mercado, a Telefônica diz que vai propor o nome de Genish ao conselho de administração e espera que ele assuma o cargo assim que a aquisição for concluída - o que deve acontecer ainda no primeiro semestre. Valente assumirá a presidência do conselho de administração e, o presidente da Vivo, Paulo Cesar Teixeira, deixará o grupo.

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