'Cafajestagem e vergonhosa', diz Geraldo sobre ocupação no Senado

Publicação: 2017-07-16 00:00:00 | Comentários: 0
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O ex-senador e ex-governador Geraldo Melo foi vice-presidente do Senado. Em alguns períodos, quando o então presidente da chamada “Câmara Alta”, Antônio Carlos Magalhães, se afastava para assumir temporariamente o Palácio do Planalto, Geraldo Melo ficava interinamente na presidência do Senado. Com essa experiência, o ex-senador faz uma crítica enfática às senadoras, entre as quais Fátima Bezerra (PT-RN), que ocuparam a cadeira do atual presidente do Senado, Eunício Oliveira, e impediram, por horas, o início da sessão que tinha como pauta a votação da reforma trabalhista.

“Aquilo foi uma cafajestagem, porque não existe nenhuma explicação para que alguém que pertença ao Senado, sinta-se no direito de atuar de uma forma que ignore as regras da Casa”, afirmou o senador Geraldo Melo sobre a ocupação da Mesa Diretora. Ele aponta também que as senadoras usaram a condição feminina, uma vez que sabiam que não seriam retiradas à força, para praticar uma ilegalidade.
Ex-senador afirma que não lança o nome para a disputa de 2018, mas reconhece que pode concorrer, principalmente ao Senado, se for convocado para uma tarefa a qual esteja apto
Ex-senador afirma que não lança o nome para a disputa de 2018, mas reconhece que pode concorrer, principalmente ao Senado, se for convocado para uma tarefa "a qual esteja apto"

Geraldo Melo faz uma avaliação segundo a qual o país estava no caminho da superação da crise, quando os episódios recentes com denúncias contra o presidente foram aproveitados por setores que tentam  provocar instabilidade.

Ao responder sobre as perspectivas para as eleições de 2018, Geraldo Melo abre a possibilidade de candidatura ao Senado ou a deputado federal, ao afirmar que não se recusaria a assumiu uma missão para a qual se considera preparado.

O senhor vê alguma perspectivas para o país superar este momento de instabilidade e crise?

Na realidade, a gente saiu [da crise econômica], mas estamos tão viciados nessa situação, que sentimos saudade dela e resolvemos entrar de novo. Houve uma crise induzida pelo governo [Dilma Rousseff], que insistiu numa politica econômica inteiramente inadequada para realidade atual e levou o Brasil a essa situação de recessão cruel. Então, o Brasil optou por encerrar aquela fase, o que aconteceu com a mudança da presidência e iniciou uma nova etapa com a prioridade, desde o  primeiro instante, de tirar o país da crise. E começou a tirar. Só que alguns fatos intercorrentes cercaram a situação de maneira que disseram: “É melhor pegar tudo isso que aconteceu fora do caminho que estava traçado, trazer para dentro do centro dos acontecimentos, porque agora vamos discutir a queda de outro presidente”. Assim não se consegue sair da crise.

O próprio presidente e os partidos da base aliada têm fragilidades que dificultam que este momento seja superado? Ou a crise atual é artificial?

Ela é artificial. Embora este seja um aspecto que podemos discutir. O presidente Temer é uma pessoa que tem muitas qualidades, grande preparo cultural, constitucionalista, jurista, mas não tem o charme para ser um elemento polarizador da emoção popular. Ele, às vezes, parece que não assumiu o governo.  Respeito, obviamente [o estilo do presidente], mas alguns afirmam que ele governa encabulado. Não tem a naturalidade daquela pessoa que está ali [para governar]. Mesmo assim, optou por uma linha de fazer as reformas que o Brasil necessita, mas não se fez de tão difícil. Avançou muito bem e a economia começou a dar sinais positivos por todos os lados. Nessa hora vem o episódio dos problemas que têm conexões com a questão da corrupção, que terminou sendo trazida para o eixo das discussões.

Mas a denúncia não aponta que o presidente recebeu o empresário em circunstâncias suspeitas e inadequadas?

Foi dito que ele havia afirmado ao empresário que mantivesse o dinheiro para Eduardo Cunha. Mas ele não disse isso [nas gravações divulgadas pelo delator]. Ele foi acusado e, no dia seguinte, esta acusação não existe. Há indícios apontados, algo suspeito, mas nisto não tem crime de Temer. Ele [o empresário Joesley Batista] poderia ter entrado e Temer ter posto para fora. Se Temer tivesse feito isso... O que tem na conversa é aquele jeitão de Temer, conversando daquela maneira. A questão é que, no fundo, o presidente sabia que aquele cara é o maior produtor de proteína animal do mundo. Temer foi acusado ainda de ter usado um avião da JBS quando foi à Bahia. Mas [o ministro do STF Edson] Fachin usou o mesmo avião, voou do mesmo jeito.

A reforma trabalhista abre as perspectivas e de retomada econômica?

Acho que sim. Espera-se que o Estado crie as condições para a economia funcionar. Mas a economia, em algumas aspectos, tem vôo próprio. Veja o que aconteceu com a bolsa de valores com a condenação [do ex-presidente] Lula. A Bolsa subiu. Com isso, percebe-se que existe alguma coisa na economia mais ou menos pronta e que parece afirmar: “Dê um jeito de não perturbar aqui o negócio”.

Mas a reforma pode ajudar ou prejudica a condição do trabalhador?

Tinha-se uma legislação [trabalhista] de 1945. Será que realmente não cabia uma atualização dela? A gente tem um complexo de vira-lata, como dizia Nelson Rodrigues. Por que não se olha para os países que deram certo? Ficamos com vergonha de ver como está na Suécia, nos Estados Unidos ou como se faz na Alemanha. Tem que haver algo errado: O Brasil tem 16 mil sindicatos; enquanto a Argentina, 79.

O ex-presidente Lula aparece em primeiro lugar nas pesquisas. Existe a possibilidade de retorno dele à presidência ou os problemas que o petista enfrenta na Justiça e a rejeição devem inviabilizá-lo?

Se ele legalmente puder disputar, realmente há possibilidade. Mas acho que é preciso fazer melhor leitura dessas pesquisas. O ex-presidente Lula está em primeiro lugar, mas quem é candidato contra ele? Não tem. Há apenas possíveis candidaturas, que são inventadas por quem faz as pesquisas. Mas ele tem uma intenção de voto menor do que a rejeição. Uma rejeição também maior  do que os outros [possíveis candidatos].

Desses nomes que estão aparecendo como alternativa... Qual a avaliação sobre o potencial político e eleitoral deles?

Tenho dificuldades de fazer comentários envolvendo pessoas. Eu prefiro ver que o país vai precisar de um líder, que discuta melhor o papel da politica na sociedade.

Há também uma rejeição à classe política em geral...

Mas tem de existir um indivíduo com virtudes e defeitos apto a ser presidente do Brasil. O país  também precisa de senador, deputado federal, deputado estadual, governador, prefeito e  vereador. Mas do jeito que se coloca as questões, muito vezes, não parece haver ninguém, porque afirmam que “ninguém presta”.

Com vê o discursos de alguns pré-candidatos que se colocam como gestor e “não político”?

Isso seria uma referência a João Doria [prefeito de São Paulo, que apresentou na eleição municipal o discurso segundo o qual é um gestor].  Mas isso teve relação com a circunstância política da eleição. Aquele era um momento no qual a sociedade queria um gestor. E ele está mostrando que é um gestor. Apresenta um bom desempenho como gestor e político, especialmente porque está mostrando que tem um lado. Isso tem relação com um dos equívocos maiores que José Serra cometeu quando era candidato a presidente da República [por não ter mostrado ter um lado]. Uma vez escrevi um documento sobre esse assunto para análise deles. Mostrava que foi como se ele estivesse considerando que tivesse a chance de receber o voto de quem estava com o PT. Aquela coisa dele ficar com vergonha da privatização, que foi uma das realizações mais importantes do PSDB. Ele ficou com vergonha de falar da privatização. Mas se há uma linha que é seguida por um grupo da sociedade, tem outro grupo que pensa diferente. Não adianta ninguém achar que o eleitor de Lula vai, durante a campanha, virar para votar em Doria ou outra pessoa. Estou me referindo ao  fato de um candidato tentar convencer esse núcleo engajado. Não é possível.

Tem que assumir um lado...

É isso que Doria está fazendo, claramente.

O PSDB pode ficar inviabilizado na campanha de 2018 pela situação do senador Aécio Neves e outras lideranças tucanas [alvos de denúncias e investigações]?

Não gosto de usar as palavras para esconder o meu pensamento.  Então, é indiscutível que alguns dos grandes nomes do PSDB estão inviabilizados pelo menos para 2018. Possa ser que depois disso aconteça algo que modifique a situação. Agora, estou falando até com muita tristeza, porque há pessoas que eu estimo, pessoalmente, mas isso não muda o fato de que se inviabilizaram. Aécio Neves dificilmente se viabiliza para a campanha de 2018 e para José Serra também é difícil. No PSDB ainda tem Geraldo Alckmin e João Doria.

Mas Geraldo Alckmin tem esse estilo que senhor apontou de não apresentar posições políticas firmes e claras?

Isto é algo que o processo político vai dizer: Se ele está certo ou errado. Eu tenho um ponto de vista. A sociedade brasileira está precisando de alguém que tenha a coragem de assumir uma posição que não seja a do figurino do politicamente correto. Alguém vai precisar se posicionar. Estamos precisando de um governo que governe. A democracia é um sistema no qual a minoria tem o direito de ser respeitada e de se manifestar, dar sua opinião contrária. Não existe democracia sem isto. Mas, também não existe democracia na qual a minoria, para dizer que está sendo respeitada, desrespeite a maioria.

Houve esse recente episódio da mesa diretora do Senado, no qual cinco senadoras não deixaram o presidente iniciar os trabalhos da Casa, inclusive a senadora Fátima Bezerra (PT-RN). Como observou este episódio?

Envergonhado. Aquilo foi uma cafajestagem, porque não existe nenhuma explicação para que alguém que pertença ao Senado, sinta-se no direito de atuar de uma forma que ignore as regras da Casa.  O Senado tem um Regimento que não permite aquilo que elas fizeram. Se acharam que podiam ignorar o Regimento, por que elas podem e, os outros, não? Não existe isso. O meu comentário sobre aquilo tem inclusive o seguinte: As feministas brasileiras deviam protestar contra o que elas [as senadoras] fizeram, porque defendem a igualdade de direito entre homens e mulheres, mas houve uma exploração descarada da diferença. Sabiam que, por serem mulheres, ninguém ia botar a guarda do Senado para chegar lá e tirar à força. Elas se aproveitaram das diferenças e da condição feminina. Usaram a condição feminina para praticar uma ilegalidade e fazer o que fizeram. Acho que foi uma cafajestagem. Houve quebra da ética e do decoro parlamentares.

O ex-senador Fernando Bezerra, em entrevista publicada na TRIBUNA DO NORTE, fez referências aos senadores José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB), dizendo que os dois estariam envelhecidos. Compartilha dessa avaliação?

Bem, o primeiro a envelhecer sou eu. Portanto, eles estão envelhecidos, mas acho que isso não é defeito.

Fernando Bezerra também disse que o atual Congresso Nacional é o pior dos últimos 50 anos. Concorda?

O Congresso Nacional infelizmente não está à altura da necessidade do país. Nisso, infelizmente, acontece um erro sistemático. O Congresso é muito ruim, mas é o Congresso. Não pode, por ruim que seja,  o Congresso deixar de cumprir as suas atribuições, porque foi o que o povo brasileiro quis. Eu não consigo entender uma decisão do Judiciário mandando afastar um senador ou um deputado federal. No caso de Aécio Neves, não está nem sendo processado [no episódio que motivou o afastamento do senador]. Não há nenhum processo aberto contra contra ele. Estão afastando as pessoas por afastar. 

O senhor acha que a reação do Congresso tem sido fraca?

Acho que o Congresso aceita o que não deveria aceitar. O Congresso tem também de ter consciência de sua autoridade e a coragem de exercê-la. Agora, o povo brasileiro precisa eleger um novo Congresso, no momento certo. Não é rasgando a Constituição. Se o Congresso está ruim, vamos fazer uma eleição agora? Não é assim.

A crise política brasileira está relacionada com o sistema de financiamento de campanhas eleitorais. Como deve ser o modelo a ser adotado?

Há um elemento de ruptura para obrigar a se repensar essa história. Eu tenho medo de soluções que terminem sendo piores. Está se falando, por exemplo, no fundo de não sei quantos bilhões para se dividir entre os partidos. Para isso, teria dinheiro do Tesouro Nacional. Não sei se esse negócio vai resolver o problema. Eu acho que a primeira coisa é que a campanha política não pode ser mais como era. Campanha política é uma fortuna, caríssima. Agora vai ter de se fazer de outra maneira.

O uso da internet e das redes sociais pode facilitar?

Claro. Aqui sentado, com um computador, posso fazer, se quiser, um pronunciamento sobre um assunto que está em discussão no país. Isso em dois, três minutos, e coloco no YouTube, nas minhas conexões de WhatsApp e Facebook. Veja que a quantidade de pessoas que são seguidoras de João Doria. Quando ele grava um vídeo, afirma algo, dá uma dica qualquer, tem uma audiência maior do que a da TV Globo. Então, na verdade, ele bota mais gente para pensar como ele está querendo do que a Globo. Se a Globo ainda fosse o que já foi, Temer já teria caído, porque ela não dá mais notícia, está fazendo campanha [contra a continuidade do presidente da República no cargo].

No próximo ano, teremos duas vagas no Senado em jogo. Na bancada atual, dois senadores tendem a ser candidatos à reeleição. Alguns outros nomes começam a ser cogitados. Como tem acompanhado essas questões?

Para eu não me excluir, não quero prometer apenas caras novas. Ainda estou há alguns anos mais novo do que quando Adenauer assumiu a presidência da Alemanha. [Konrad Adenauer assumiu o cargo de primeiro chanceler da Alemanha pela última vez aos 85 anos, em 1961 e está entre os principais estadistas do história do país por ter liderado a recuperação e democratização no pós-guerra].

Então o senhor pode ser uma alternativa nas eleições para 2018?

Não me considero, porque não vou dar nenhum passo nessa direção. Mas não vou me recusar para qualquer tarefa [que posso desempenhar].

Para o Governo do Estado?

Não. Já se falou nisso há alguns meses. Mas eu, sinceramente, bem que gostaria que essa não fosse a tarefa. Acho que como senador teria uma contribuição a dar. Mas não quero ficar falando nisso, porque começam a me ver disputando com Garibaldi, com José Agripino. Na verdade, não estou disputando nada com ninguém. Agora, se me perguntam se me sinto apto, sim, tenho experiência e conhecimento suficientes para dar uma contribuição e o lugar no qual poderia dar melhor essa contribuição seria o Senado. Agora, se para ir para o Senado eu tiver que prejudicar Garibaldi ou José Agripino, eu não estou interessado nisso.

Se precisasse sair do PMDB?

Eu não tenho resposta para isso, como se já tivesse pensado nessa hipótese.

Mas existe, então, a possibilidade de uma candidatura do senhor ao Senado?

Não sei se existe a possibilidade. Só estou dizendo que me sinto em condições de contribuir. Mas não sei se tem alguém querendo isso, se tem um partido querendo isso. Nem mesmo estou fazendo nada para ser candidato a coisa alguma.

Mas acha que tem uma contribuição a dar e o melhor lugar seria o Senado?

Deixo bastante claro que não me sinto candidato a nada, não estou trabalhando para ser candidato. Agora, se eu for convocado... Assim como nunca me recusei, desde estivesse em condições de cumprir a tarefa. Então, o Senado é um lugar que eu acho que teria condições de cumprir [as atribuições do cargo]. Mas, repito, não estou me candidatando a senador. Estou no meu canto, quieto, sem mover uma palha nessa direção. É claro que se considerarem que o Estado está precisando de alguém que faça isso, e eu achar que sei fazer, não me recuso. Não sou político profissional, nunca fui, não criei meus filhos com dinheiro de política e não fico pensando assim: “Tem uma eleição, eu tenho que ser não sei o quê”. Não penso assim, Mas não me recurso, embora não esteja lançando meu nome para nada.

E se fosse para deputado estadual ou federal?

Estadual, não. Não há necessidade de me pegar para ser deputado estadual. Mas como deputado federal... Da mesma forma que posso contribuir para o Senado, posso ser deputado federal.

O que acha que precisa ser feito para o Estado sair dessa crise?

A primeira coisa é fazer o dever de casa. Infelizmente, o Rio Grande do Norte tem uma carga que é maior do que a capacidade de carregar. Enquanto ninguém tiver coragem de pegar a situação atual e apontar o que é prioritário e o que não se pode mexer... O futuro governador não precisa ser nenhum sábio. Precisa ter disposição para o diálogo. Vocês acham que é mais importante manter os hospitais abertos, por exemplo, ou algumas organizações que têm aí e que só servem para conversar.

O governador atual não está tendo essa liderança?

O governador tem o estilo dele, a maneira dele de chegar a uma decisão, quando anuncia determinadas coisas e retrocede. Não sei se ele anuncia, por exemplo, para ver  a reação. Tem muita gente que faz isso. Houve a notícia de fechamento de hospitais. Depois a notícia já é outra, que não vai mais fechar. Não sei se ele mandou soltar a noticia para ver qual era a reação.

Nenhum nome foi lançado oficialmente até agora, mas como vê as cogitações de algumas possibilidades para o governo do Estado. Há comentários sobre possíveis candidaturas dos empresários Marcelo Alecrim, Tião Couto ou Flávio Rocha, e do desembargador Cláudio Santos?
Acho que isso é um pouco do chamado “ócio criativo”. As pessoas ficam especulando soluções. Por exemplo, Flávio Rocha... Precisava saber se ele tem interesse. Ele está interessado? O que ouvi há poucos dias é que perguntaram [a Flávio Rocha] se será candidato a governador do Rio Grande do Norte e ele respondeu: “Essa cadeira [da atividade política], eu já paguei”. Mas Flávio Rocha é extremamente preparado, um excelente quadro, que, se o Rio Grande do Norte pudesse atrair, seria extremamente positivo, porque ele é experiente, de cabeça moderna e informado das coisas que estão acontecendo no Brasil e no mundo. Portanto, é um novo tipo de liderança. O fato é que haverá a hora de escolher.

E Carlos Eduardo, prefeito de Natal?

Eu acho que ele continua sendo a alternativa eleitoralmente mais forte. Uma candidatura de Carlos Eduardo poderia representar um determinado espaço, que ele poderá compor muito bem, sendo uma candidatura de oposição, porque é como poderia ser candidato, se o governador Robinson Faria (PSD) vai concorrer à reeleição. Carlos Eduardo não é uma pessoa desconhecida, tem uma história de deputado estadual, foi prefeito, prefeito novamente e depois reeleito. Enfim, tem um perfil que favorece a uma posição sobretudo em uma hora na qual estamos nesse vazio.

E a reeleição do governador Robinson Faria. Considera difícil?

Se a eleição fosse hoje... Robinson Faria tem muita experiência política no Rio Grande do Norte. Ele demonstrou que sabe disputar uma eleição. Mas se a eleição fosse hoje, a situação dele seria muito difícil. Mas não é hoje.

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