Caixa de surpresas

Publicação: 2017-10-01 00:00:00 | Comentários: 0
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A voz marcante de Vanessa da Mata fez da cantora uma das artistas novas mais queridas da MPB. A artista mato-grossense  sabe escolher um bom repertório, e demonstra isso da forma mais aberta possível no novo show, “Caixinha de música”, que será apresentado no próximo dia 13 de outubro, no Teatro Riachuelo. O show é baseado no DVD ao vivo que ela gravou em São Paulo, no mês de maio. A direção musical é do guitarrista Maurício Pacheco.

“Caixinha de música” é um apanhado íntimo e pessoal de canções que Vanessa aprecia cantar, desde o repertório próprio até as mais surpreendentes versões de diferentes artistas. Há três canções inéditas: “Orgulho e nada mais”, “Gente feliz” e “Caixinha de música”. E claro, muitos hits antigos como “Vermelho”, “Amado”, “Boa sorte/Good luck”, “Ai, ai, ai...”, “Não me deixe só”, “Te amo”, “É tudo que eu quero ter”, “Segue o som”, “Ninguém é igual a ninguém”, entre outros.

As versões  para músicas de  outros artistas mostram que Vanessa ouve diferentes tipos de sons: há clássicos como “Love will tear us apart”, do Joy Division; “Natural mystic”, de Bob Marley; “Impossível acreditar que perdi você”, de Márcio Greyck; “Vá pro inferno com seu amor”, de Milionário e José Rico, e “Mágoa de caboclo”, de Orlando Silva. Música lançada pela artista em gravação feita com o grupo Almaz (de Seu Jorge) para coletânea beneficente editada em 2011, “Boa reza” foi uma das surpresas do roteiro.

Nascida em Mato Grosso, Vanessa da Mata lançou seu primeiro disco, homônimo, em 2002, quando uma de suas músicas, “A Força que Nunca Seca”, já havia sido gravada por Maria Bethânia. O álbum de estreia de Vanessa colocou seu nome no topo dos maiores hits daquele ano, puxado pelo sucesso “Não me Deixe Só”. O segundo trabalho, “Essa Boneca Tem Manual”, lançado dois anos depois, emplacou o hit “Ai, Ai, Ai”, que se tornou a canção mais tocada no país no ano.

Vanessa começou se apresentando em bares desde os 15 anos de idade. Em 1992, foi para São Paulo, onde se tornou integrante de um grupo feminino de reggae, chamado Shalla-Ball. Três anos depois, com 19 anos, excursionou com a banda jamaicana Black Uhuru. Em seguida, fez parte do grupo de ritmos regionais Mafuá. Neste período, ainda dividia seu tempo entre as carreiras de jogadora de basquete e de modelo.

Em 1997, com 21 anos, conheceu Chico César: com ele, compôs "A força que nunca seca". A música foi gravada por Maria Bethânia, que a colocou como título de seu disco de 1999.  Bethania gravou outra de Vanessa, “O canto de Dona Sinhá”. Daniela Mercury gravou “Viagem”, e Ana Carolina compôs com ela “Me sento na rua”.

Serviço
Vanessa da Mata em Caixinha de Música. Dia 13 de outubro, no Teatro Riachuelo. Assinante da TN tem 50% de desconto em até dois ingressos inteiros.

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