Caixa reduz juros e amplia limite de financiamento

Publicação: 2018-04-17 00:00:00 | Comentários: 0
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A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira, 16, a redução de até 1,25 ponto porcentual das taxas de juros do crédito imobiliário utilizando recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. Além disso, o banco também anunciou o aumento de 50% para 70% da cota de financiamento de imóvel usado. As mudanças começaram a valer já nesta segunda-feira.

Mercado da construção civil poderá acelerar processo de recuperação a partir das medidas da CEF
Mercado da construção civil poderá acelerar processo de recuperação a partir das medidas da CEF

A medida para baratear o custo do crédito imobiliário já havia sido antecipada ao jornal O Estado de S. Paulo pelo novo presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, no início do mês, quando assumiu o comando do banco.

Para ele, a redução facilita o acesso à casa própria e contribui para estimular o mercado imobiliário. “O objetivo da redução é oferecer as melhores condições para os nossos clientes, além de contribuir para o aquecimento do mercado imobiliário e suas cadeias produtivas", disse em nota.

De acordo com a instituição, com a medida, as taxas mínimas passaram de 10,25% ao ano para 9% ao ano, no caso de imóveis dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 11,25%  ao ano para 10% ao ano, para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

A Caixa ainda informa que possui R$ 82,1 bilhões para o crédito habitacional em 2018 e que o banco mantém a liderança no setor, com cerca de 70% das operações para aquisição da casa própria.

Construção civil
Com o maior volume de demissões segundo levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o setor da Construção Civil encerrou 2017 em crise no Rio Grande do Norte. Sem novos lançamentos ao longo do ano, as construtoras demitiram 1.550 empregados, resultando numa variação negativa de 4,84% em relação às contratações. Grandes empresas como Cyrella, BSPAR e Moura Dubeux reduziram as operações no estado quase a zero e, nos últimos meses do ano passado, liquidaram estoques na tentativa de não acumular mais prejuízos. A estimativa do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/RN) é que o cenário mude a partir do segundo semestre deste ano.

 Diferente de setores  como o Comércio, que cresceu 2,0% em volume de vendas no ano passado, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a construção civil amarga perdas. O levantamento mais recente do Sinduscon/RN, relativo ao terceiro trimestre do ano passado, mostra que o estoque de imóveis residenciais, por exemplo, só foi reduzido em 177 unidades de julho a setembro – representando 24% de queda nas vendas em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

No que tange ao empreendimentos voltados ao Comércio, a diminuição foi de 6,7% - 252 unidades em julho para 235 em setembro. Em nenhum dos segmentos foram registrados lançamentos em 2017. Com o alto índice de endividamento no ano passado, as empresas temiam, com muito mais evidência, o risco de efetivar a venda e, poucos meses depois, ter que tirar dinheiro do caixa para pagar o distrato contratual ao cliente.

Demissões
Veja abaixo o total de demissões na Construção Civil no RN em 2017

Dezembro

Admissões: 937
Desligamentos  1.760
Saldo: -823

Janeiro e Dezembro
Admissões: 18.159
Desligamento: 19.709
Saldo: -1.550

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