Calçadão aguarda recursos

Publicação: 2012-08-31 00:00:00
“Os recursos já foram liberados. Falto só entrar na conta”. O secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Civil, Carlos Paiva, informou em entrevista por telefone à TRIBUNA DO NORTE que a primeira parcela para a recuperação do calçadão de Ponta Negra, que equivale a R$1 milhão, deve chegar em breve à conta aberta exclusivamente para receber os recursos federais. Como o estado de calamidade pública da orla de Ponta Negra foi decretado pela Prefeitura do Natal no dia 13 de julho, o secretário alega que, assim que a verba chegar a empresa contratada deverá iniciar as obras de restauração e recuperação do calçadão.

“Os recursos são para recuperar algo que já existe. O calçadão receberá uma estrutura de alicerce que garantirá a sua resistência. Afinal é um metro e quarenta de concreto puro e de estruturas que solidificam o calçadão. A forma como ele estava edificado antes, sobre areia, já anunciava a ruína”, afirmou Paiva. Segundo ele, a  fase agora é de selecionar as empresas que vão executar as obras, que estão ao cargo da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Semopi).

De acordo com a titular da Semopi, Tereza Cristina, a divulgação das empresas que devem executar os trabalhos de reconstrução do calçadão ocorrerá  ainda hoje, ou na próxima segunda-feira (03). “Prefiro não comunicar agora para não gerar especulações. Como não haverá licitação, preciso fazer uso desse critério, para não haver especulação em torno desses contratos”, esclareceu. Segundo ela, as empresas contatadas estão analisando a planilha de atividades e a capacidade técnica para realizar um trabalho que conta com a força das marés para “atrapalhar”.

A polêmica do estudo prévio antes da execução das obras de recuperação do calçadão continua. De acordo com Carlos Paiva, o recurso federal para as obras emergenciais “não podem esperar por uma perícia que demora 60 dias para terminar”. “Ou começamos logo ou perdemos o direito à verba federal. Os recursos não podem ser desviados para nenhuma  outra função que não seja a recuperação do calçadão”, pontuou.

Para ele, a aferição de um estudo deve ser feito de forma paralela à realização da restauração urgente do calçadão, e deve ser aplicado no futuro numa nova obra prevista para ser realizada a partir de um projeto de restauração de toda a orla de Natal, com recursos federais garantidos através do Prodetur. Questionado a respeito da recomendação judicial, Paiva é direto. “Sabemos que é necessário um estudo, mas o que é melhor: reconstruir prontamente o calçadão, baseado em princípios da engenharia, arriscar aguardar por um estudo e perder a verba de calamidade publica?”.

Leia também: