Câncer está mais letal

Publicação: 2011-09-15 00:24:00 | Comentários: 2
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São Paulo (AE) - Enquanto mulheres de países desenvolvidos se beneficiam com o rastreamento precoce, vacinas e medicamentos, jovens de países em desenvolvimento estão morrendo mais de câncer de mama e colo de útero que há três décadas, revela artigo da revista “The Lancet”.  Se nada for feito, as mortes por essas doenças nos países de renda média e baixa vão superar os óbitos causados por complicações na gravidez e no parto nos próximos 20 anos.

O levantamento - feito em 187 países pelo Institute for Health Metrics and Evaluation, da Universidade de Washington - aponta que, entre 1980 e 2010, o número de novos casos de câncer de mama mais que dobrou, passando de 641 mil por ano para 1,6 milhão: aumento anual de 3,1%. Mas em alguns países em desenvolvimento a taxa chega a 7,5% por ano. Entre as razões estão aumento na expectativa de vida, queda na fertilidade, gestações tardias e obesidade.

“A inversão do ônus do câncer de mama para o mundo em desenvolvimento está sendo sentida de forma mais aguda em mulheres que tinham tradicionalmente menos risco para a doença: aquelas em idade fértil”, diz Rafael Lozano, um dos autores. Nos países em desenvolvimento, o risco de apresentar câncer de mama antes dos 50 anos mais que dobrou, afetando hoje 23% das jovens. Já nos países desenvolvidos a porcentagem caiu de 16% para 10% no período.

A mesma tendência foi verificada em relação ao câncer de colo de útero. Em termos de incidência global, essa doença cresceu num ritmo menos acentuado: 0,6% ao ano. O número de casos passou de 378 mil em 1980 para 454 mil em 2010. Cerca de 76% dos casos novos surgem nos países em desenvolvimento.

A boa notícia é que as mortes causadas por essas duas doenças está crescendo a um ritmo mais lento que a incidência de novos casos. Para os autores, isso é resultado dos programas de rastreamento do câncer e de medicamentos como tamoxifeno e raloxifeno. Esse avanço, porém, é bem mais tímido nos países em desenvolvimento, onde as mortes crescem a uma taxa anual de 2,7% para câncer de mama e 0,8% para colo de útero. A média mundial é de 1,8% e 0,5%, respectivamente. As mortes entre as mulheres em idade reprodutiva também cresceram mais nos países em desenvolvimento.

“O impacto social dessas mortes em idade fértil é brutal, pois essas mulheres são, muitas vezes, provedoras do lar”, afirma Afonso Nazário, da Universidade Federal de São Paulo. Ele defende a necessidade de países como o Brasil adotarem política de rastreamento organizado para câncer de mama a partir dos 40 anos.

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Comentários

  • ciceromoreno2011

    Parabéns por esta matéria, vcs que tem o poder de divulgar, poderiam unir forças para forçar o governo a sensibilizar-se por esta questão tão importante, hj minha esposa foi a unidade de saúde para realizar o exame, ja que é somente as quartas feiras, e nem sequer encontrou a enfermeira responsável pela coleta do material, sem contar que tem exames realizados a mais de dois anos e nem sequer o resultado chegou em suas mãos, as pessoas vão atraz do recurso más o diagnostico é negligenciado, não são sequer atendidas, e os medicos; são estagiarios que só receitam buscopan e paracetamol, garanto.

  • willynsilva

    Enquanto isso na sala da injustiça nossos vilões Lula o homem das mil faces e Dilma a mulher invisivel trata de contruir estadios ´para copa de 2014.Aqui na terra vemos nossas mulheres morrendo sem um tratamento digno,sem hospitais,não temos uma educação digna para nossos filhos e netos,segurança publica so se for para nossos vilões e sua cupula (PT e todos os politicos).Mas não se preocupe temos dinheiro para fazer estadios e para muito mais (Corrupção e etc....).ISTO E UMA VERGONHA>